Marido da vítima reclama de atendimento hospitalar
Santo Antônio da Platina - Casado com Isabel há cerca de 9 anos, o representante comercial João Batista Paulino afirma que a esposa começou a apresentar manchas roxas no corpo na última quarta-feira e sintomas similares aos da gripe já há alguns dias. Na quinta-feira, como Isabel se queixou muito de dores, buscaram auxílio na Santa Casa de Misericórdia, em Jacarezinho, devido ao convênio que a esposa tinha como servidora. "Ela foi medicada e liberada, mas na sexta-feira voltou a reclamar que não estava bem, corremos para o pronto-socorro de Santo Antônio, e depois ela foi encaminhada para a UTI da Santa Casa de Jacarezinho", lembra.
Paulino argumenta que ao chegar pela segunda vez na Santa Casa, os exames de Santo Antônio não foram analisados e a equipe médica pediu novas avaliações. "Eles (os atendentes) repetiram todos os exames ao invés de usarem como base os resultados que eu já tinha levado. Com isso, ela perdeu muito tempo e acho que pode ter sido determinante", reclama.
De posse do prontuário e de todos os exames realizados por sua esposa, Paulino pretende buscar auxílio de um especialista e analisar se algo pode ser feito para cobrar explicações do hospital.
Procurado pela FOLHA, o presidente da Santa Casa de Misericórdia, Ken Tokunoto disse que a instituição está apta a fornecer o prontuário aos familiares da vítima e que foi feito tudo o que era possível. Quanto a solicitação de novos exames, ele afirma se tratar de um procedimento padrão de todos os hospitais. "É preciso entender que a medicina não é uma ciência exata. Os exames fazem parte de um procedimento comum, mas em nenhum momento houve omissão de socorro ou algo do tipo", garante. (V.F.)





