Mais um inimigo a ser eliminado
Curitiba - Neste ano, outra doença além da dengue deve ameaçar os brasileiros. A febre chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti (o mesmo responsável pela transmissão da dengue) e Aedes albopictus. Ambas espécies existem no Paraná e o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Sizifredo Paz, afirma que a prevenção das duas doenças é a mesma e consiste em eliminar os locais com água parada.
Diferentemente da dengue, a chikungunya não mata, mas pode afastar uma pessoa de suas atividades por meses. Os sintomas da doença incluem febre, mal estar, dores no corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. "Em uma parcela da população o vírus também ataca as articulações causando inflamações, dores fortes e vermelhidão. Estes sintomas podem durar um período prolongado e gera incapacidade temporária", aponta. Conforme ele, os médicos estão preparados para suspeitar e diagnosticar a doença. O tratamento é sintomático, não existe vacina e nem medicamentos específicos.
Até agora o Paraná já registrou três casos da doença, todos importados. Conforme o superintendente, dois pacientes são da região de Maringá e se contaminaram no Haiti e o terceiro paciente é do município de Bituruna e provavelmente foi contaminado na Venezuela.
De acordo com o Ministério da Saúde, na última semana o Brasil registrava confirmação de 828 casos da doença, sendo 155 confirmados por critério laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico. Deste total, 39 são casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença. Na Bahia e no Amapá há regiões de surto e em Minas Gerais há municípios que contabilizam um alto número de pacientes com a doença. (M.A.)





