Mais de R$ 100 milhões para revitalizar a velha termelétrica
Já com a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional de Sistemas (ONS), a Companhia Paranaense de Energia (Copel) depende tão-somente da conclusão do processo de revisão da garantia física da usina, no Ministério das Minas e Energia, para reformar e modernizar a Termelétrica de Figueira.
Significa acrescentar ''sobrevida de 30 anos'' em condições de plena eficiência e compatibilidade com as normas ambientais, informa o diretor de Geração e Transmissão de Energia e de Telecomunicações da Copel, engenheiro Jaime de Oliveira Kuhn.
A resolução autorizativa da Aneel é de 9 de agosto passado e o cronograma está atrasado aproximadamente sete meses; se a anuência ministerial fosse dada hoje, o início seria ''lá por julho de 2012''. A Copel programou a reforma em sucessivas etapas, entre 5 de março de 2012 e 20 de dezembro de 2013. O custo, inicialmente de R$ 100 milhões, provavelmente também será revisto, acredita Kuhn.
A termelétrica começou a operar em 1963, gerando até 30 megawatts (MW), que baixou a 20 e não será ampliada; a reforma compreenderá basicamente a troca de equipamentos, visando a operação com modernidade, algo impossível com a usina atual, que é antiga.
Segundo o engenheiro Kuhn, o empreendimento é viável pelo subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), gerida pela Eletrobrás e que torna possível a competitividade a partir de fontes alternativas (eólica, pequenas centrais hidrelétricas e biomassa) e do carvão mineral nacional (apenas cinco termelétricas no país). (W.S.)





