Mães relatam dificuldades
A dona de casa Marlene Tinoco Santana Savane tem um filho de 19 anos, que é dependente químico e está há três meses sob os cuidados da CADD. Ela confessa que não tem recursos para mantê-lo na instituição. As prefeituras deveriam disponibilizar mais convênios para que as pessoas tivessem maiores condições de acesso aos tratamentos. Se houvesse maior vontade política esse problema poderia ser minimizado, afirmou. Ela explica que, apesar dos resultados positivos obtidos durante o período de internamento, tem dificuldades para mantê-lo na instituição.
Ana Rosa Martoni, de Jacarezinho, também custeou o tratamento de seu filho em uma instituição. Depois de nove meses em uma clínica especializada, o rapaz de 22 anos voltou à vida normal. Embora tenha conseguido manter o tratamento de seu filho, Ana Rosa sabe que ainda há muitas pessoas passando por problemas de dependência e que não têm nenhum apoio para custear tratamentos. Ela afirma que os valores pagos pelas prefeituras para as entidades como forma de convênio é muito pouco. Se os órgãos não podem pagar mais às entidades, devem tentar ajudar de outras formas, como por meio de doações de materiais, por exemplo, explicou.





