Cambará - Um grupo de mães de Cambará leva seus filhos todas quartas e sextas-feiras à quadra esportiva de uma escola para uma atividade extracurricular. São crianças e adolescentes com idade entre 6 e 14 anos que estão com o peso um pouco acima do normal e iniciam uma luta contra a obesidade infantil, que vem aumentando de forma preocupante em quase todo o mundo.
O projeto "Saúde de Criança: Conscientização de Todos" é uma atividade de extensão da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e atende estudantes de outras três cidades da região: Andirá, Bandeirantes e Jacarezinho. Foi iniciado há um mês e terá sequência até o final do ano, com atividades físicas e incentivo à alimentação saudável.
A coordenadora do projeto, professora Berlis Ribeiro dos Santos Menossi, estima que em cada uma das quatro cidades há cerca de 300 crianças com o peso acima do normal ou já com características de obesidade, o que corresponde a 10% do total.
Antes de iniciar a parte prática, os pais precisam cumprir um rigoroso ritual que serve para evitar futuros problemas. Eles assinam um termo de consentimento autorizando os filhos a participarem das atividades e as crianças ainda passam por uma série de exames e avaliação para que sejam observadas suas condições físicas. Se for percebida alguma alteração durante este processo, a criança será encaminhada a um especialista na área médica antes de colocar a mão na massa.
Segundo a professora, todos estes cuidados se justificam porque hoje se pode constatar que algumas crianças sofrem com pressão alta, algo que os pais dificilmente conseguiriam observar no dia a dia. Há crianças com pressão de 16 por 10, quando o ideal é de 12 por 8. "As crianças não apresentam sinais e, por isso, os pais não conseguem ver se o filho é portador de hipertensão ou se já tem alguma doença, como o diabetes, por exemplo", afirma. A alteração pode ser causada por uma série de fatores, entre eles o estresse.
A professora gostaria que o trabalho fosse realizado junto a todas as crianças, mas aponta algumas dificuldades. Entre elas estão a falta de conhecimento dos pais sobre o projeto, a falta de interesse quando recebem a informação e os problemas de deslocamento de casa para o local onde as atividades são realizadas.
Berlis diz que os pais deveriam incentivar seus filhos a participarem das atividades para que qualquer detalhe relacionado com a obesidade infantil seja identificado de forma precoce, ou seja, antes que a situação se agrave.
Além disso, ela sugere que os pais incentivem seus filhos a fazerem atividades físicas duas ou três vezes por semana com regularidade e também a seguirem uma alimentação adequada.

SERVIÇO
As mães interessadas que seus filhos participem do projeto podem entrar em contato com o Centro de Ciências da Saúde da Uenp, em Jacarezinho, pelo telefone (43) 3525-0498 ou obter informações sobre os locais, horários e atividades desenvolvidas no seguinte endereço: www.facebook.com/projetosaudedacrianca

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