Montanhas de lixo, urubus, moscas, mau cheiro. No meio disso, homens, mulheres e até crianças fazendo um verdadeiro garimpo em busca de algo - geralmente materiais recicláveis, como garrafas Pet e alumínio - que possa render algum dinheiro. Essa é a realidade que pode ser encontrada em quase todos os municípios do Norte Pioneiro, que ainda operam lixões a céu aberto ou aterros controlados que funcionam de forma irregular. São raras as exceções.
Levantamento feito pela FOLHA junto às regionais de Cornélio Procópio e Jacarezinho do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), cada uma delas responsável por 23 municípios, mostra que, dos 46 municípios totais, 21 não possuem sequer licença de operação ambiental válida para o local onde destinam o lixo. Vários outros municípios, apesar de possuírem licença ambiental prévia ou de operação, operam aterros controlados nos quais o lixo é enterrado sem critérios, com materiais recicláveis misturados aos orgânicos e rejeitos.
Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) realizada em 2011 e divulgada no mês de fevereiro mostra que, de todo o Norte Pioneiro, somente 11 municípios estão em condições melhores, com aterros que podem ser chamados de sanitários.
Em agosto de 2014, de acordo com o que dita a Lei Federal 11.235, que institui a política nacional de resíduos sólidos, vence o prazo para que os municípios deixem de destinar o lixo de forma incorreta. Todos deverão contar com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos.

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