Lixo é depositado a 'céu aberto' na região
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2011
Eli Araujo <br> <br> Reportagem local 
Os municípios do Norte Pioneiro enfrentam dificuldades para dar o destino correto ao lixo urbano que produzem. Houve pouco avanço no cumprimento da lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em agosto do ano passado e que dá prazo até 2014 para que os municípios resolvam o problema.
A nova legislação transfere a responsabilidade sobre o lixo para as prefeituras e determina a criação de aterros sanitários a partir de projetos com critérios técnicos, licenciamento ambiental e inspeções, mas o que se pode observar é que as prefeituras continuam depositando o lixo a céu aberto, sem nenhum cuidado ou forma de separação. Alguns lixões ficam à margem de rodovias e outros um pouco mais afastados, quase escondidos.
É o caso do lixão de Santo Antônio do Paraíso, o município menos populoso do Norte Pioneiro, com apenas 2.408 habitantes, de acordo com o último censo do IBGE. O lixo produzido na cidade é coletado sem nenhum tipo de separação e jogado em uma área que se localiza entre uma pequena reserva florestal e o distrito de São Judas Tadeu, que fica a menos de um quilômetro de distância.
O comerciante Gedson Parucci Felix está inconformado com a situação. Ele mostra que no local são encontrados restos de pneus, plásticos, bonecas, isopor, além de rejeitos e matéria orgânica. ''Acredito que este lixão está irregular porque não se pode jogar uma sujeira dessas em qualquer lugar'', afirma. O entulho que sobra das construções e pedaços de árvores são colocados em uma área um pouco abaixo do lixão, bem mais perto da reserva.
O prefeito Devanir Martineli (PV) garante que o problema estará resolvido até o final de março ou começo de abril de 2012. Segundo ele, os recursos para construção do aterro sanitário foram liberados pelo governo federal, os projetos ambientais aprovados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a obra iniciada esta semana. Além disso, ele afirmou que a prefeitura fez a aquisição de kits para a coleta seletiva e vai iniciar um programa de educação ambiental nas escolas.
Martineli disse ainda que o terreno onde o lixo da cidade é depositado atualmente será desativada assim que o aterro estiver concluído. A área será cercada e reflorestada.
Descaso
O técnico Wanderley Braiano, agente fiscal do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Cornélio Procópio, diz que ''a situação é bastante complicada'' e que, de maneira geral, o problema se repete em todas as cidades sob sua jurisdição. Segundo ele, o descaso com o lixo acontece por vários motivos, entre eles a falta de vontade política, as dificuldades financeiras das prefeituras e falta de pessoal capacitado para administrar os aterros.
O IAP recomenda que a prefeitura indique duas ou três áreas a serem vistoriadas para futura implantação do aterro sanitário no município. O local precisa ficar a pelo menos mil metros de distância de áreas residenciais e não estar em áreas de preserveção permanente. O licenciamento ambiental é feito por etapas, sendo primeiro a licença prévia, depois a licença de instalação com o projeto já aprovado e, finalmente, a licença para que o aterro entre em operação.


