Leilão: transparência e segurança
Leilão: designação de venda pública de objetos que se entregam àquele que oferece o maior preço. Uma prática ágil e democrática de comercialização e que a cada dia ganha novos adeptos. Está tão difundida que basta ligar a televisão ou acessar a internet para vender ou comprar de tudo: obras de arte, cereais, automóveis, imóveis, animais, objetos de uso pessoal, etc... Sem falar, evidentemente, nos trabalhos in loco.
Os leilões de gado mercado ao qual estou ligado há nove anos como leiloeiro e há dois anos como proprietário de empresa leiloeira evoluíram e devem movimentar este ano, em todo Brasil, algo em torno de R$ 1,5 bilhão. Uma movimentação financeira fantástica, com forte tendência de crescimento nos próximos anos. Hoje, apenas 30% da comercialização de gado é feita através de leilão. Com tanto dinheiro em jogo, este segmento bilionário, exige muito profissionalismo, responsabilidade, transparência e segurança. As empresas leiloeiras são cerca de 200 em todo Brasil como prestadoras de serviço que são, têm que atuar desta forma. As que insistirem em não agir assim, em pouco tempo estarão fora do mercado.
No Norte Pioneiro existem três empresas do ramo: Leilonorte, de Ibaiti. Cia. de Leilões Oliveira, de São José da Boa Vista e a Cia. de Leilões Arão Dias Neto, de Santo Antonio da Platina. São empresas idôneas, que embora sejam concorrentes regionais, se respeitam e fazem troca mútua de informações, principalmente no que diz respeito a novos clientes. Este comprometimento naturalmente assumido, sem que nunca tenha havido uma única reunião entre elas, atesta a preocupação de todas no que diz respeito à segurança. Fator fundamental, mas não único.
Enxergo o leilão como um todo. Minha preocupação vai desde a captação dos animais a serem ofertados, da quantidade à qualidade, até a chegada à propriedade que os adquiriu. Passa pelo atendimento e atenção da equipe de trabalho, indo, até, a comodidade e bem estar de nossos clientes. Por isso adotei na minha empresa, com certeza a primeira do Paraná e talvez do Brasil, o pós venda. Através de um questionário, feito dias após o leilão, podemos medir o grau de satisfação dos clientes que, ao mesmo tempo, são incentivados a nos fornecer sugestões ou criticas. Entendo que só assim, com a participação direta da clientela, é que poderemos melhorar nosso serviço.
Por outro lado, tenho notado que os leilões estão despertando o interesse de pecuaristas que antes eram arredios a esta prática democrática e transparente de comercialização. Eles começam a descobrir, por si só ou por intermédio de vizinhos e parentes, as inúmeras vantagens de um leilão. Para o vendedor, só o fato de quatro, cinco ou mais interessados darem lances, já é uma grande vantagem. Aquele negócio de prende o gado toda vez que se recebe um comprador na propriedade, já era. Sem falar que se marca um determinado horário e o dito cujo aparece três/quatro horas depois, com um monte de desculpas esfarrapadas, com a única intenção de deixar o gado bem batido de mangueira, na tentativa de comprá-lo na bacia das almas.
Não faz-se o negócio. Solta o gado. Amanhã vem outro comprador. Prende de novo o gado, que já está estressado pelo chá de mangueira do dia anterior. Novamente não há negócio. Solta o gado... Uma via crucis desnecessária. Pelo lado do comprador, também as vantagens de um bom leilão são muitas. Por exemplo: não se perde tempo; há centenas de animais disponíveis; escolhe o que se quer comprar; paga o preço que acha justo... Se ao final do trabalho não conseguiu comprar nada, pelo menos se atualizou, já que leilão é referencial de mercado; serviu para rever um amigo, com quem colocou a conversa em dia, tomou aquela cervejinha, etc...
A julgar pelo início de ano janeiro normalmente é um mês retraído, por uma série de circunstâncias teremos um ano de bom desempenho no mercado da reposição, podendo superar 2001, que foi um ano bastante aquecido. Poderemos Ter neste ano um incremento da ordem de 15% à 20% nos leilões de gado de corte e elite. Um ano promissor, principalmente se nossas exportações mantiverem o mesmo desempenho do ano passado.
Arão Dias Neto





