Leilão da Casquel é adiado pela terceira vez
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Eli Araujo<br>Reportagem Local 
Jacarezinho - A usina de açúcar e álcool Casquel Agrícola e Industrial S/A não foi arrematada na terceira tentativa de leilão realizada pela Justiça do Trabalho em Jacarezinho. Desta vez o leilão foi suspenso porque a juíza Sandra Cristina Correia determinou que os interessados deveriam fazer um depósito prévio de R$ 100 mil, o que não aconteceu.
A exigência da Justiça foi para evitar manobras semelhantes aos dois leilões anteriores, que foram atribuídas a antigos donos da usina. O primeiro leilão iria acontecer em novembro do ano passado e foi cancelado por determinação da delegacia Regional do Trabalho em Curitiba e a segunda tentativa foi no mês passado, e não se concretizou por um misterioso lance falso.
O leilão de ontem estava previsto para ser iniciado às 9h30 na sede da Associação Comercial e Empresarial de Jacarezinho. Houve um atraso de quase quinze minutos porque a Justiça estava conferindo se havia sido feito algum depósito prévio.
O evento contou com a presença de vários empresários, alguns aparentemente interessados no negócio, e também de alguns ex-funcionários da empresa.
O leiloeiro Paulo Nakakoque abriu a sessão, leiloou alguns lotes secundários remanescentes do leilão de outubro e como não houve depósito para o lote principal, suspendeu o leilão.
Ele informou que, a partir de agora, a Justiça do Trabalho poderá optar por duas alternativas: marcar um novo leilão ou fazer a venda direta aos possíveis interessados no patrimônio da usina. A decisão da Justiça poderá ser anunciada nos próximos dias.
O próprio leiloeiro revelou que há dois grupos que pretendem comprar a Casquel. O primeiro é um grupo particular que estaria levantando o montante inicial necessário, R$ 10 milhões, e o segundo é uma cooperativa que já tem a decisão aprovada pela diretoria, mas estaria na dependência de aprovação da assembleia de associados.
O patrimônio da Casquel, que compreende as antigas instalações da usina no município de Cambará e mais 233 alqueires de terra, iria a leilão pelo lance mínimo de R$ 25 milhões. O valor é suficiente para cobrir apenas o montante devido a mais de mil ex-funcionários da empresa que estão com ações na Justiça do Trabalho.
Punição
O leilão da Casquel no mês de outubro ficou marcado por um falso lance. Uma pessoa ligada a antigos donos da usina fez um lance de R$ 35 milhões, mas não fez o depósito inicial de 40% do valor, como determina a Justiça. Ontem, não houve, pelo menos aparentemente, ninguém "infiltrado" entre os interessados.
O leiloeiro Paulo Nakakoque disse, na abertura do evento, que a pessoa que fez o lance falso irá responder a um processo na Polícia Federal e deverá pagar uma multa de 10% do valor do lance naquele momento, o que corresponde a R$ 3,5 milhões.


