Lei do Silêncio pode coibir comemorações da Copa
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terça-feira, 10 de junho de 2014
Marcos André de Brito<br>Especial para a FOLHA 
Cornélio Procópio Aprovada em 2008, a Lei Municipal do Silêncio vem causando polêmica em toda a região. Notícias veiculadas nos principais meios de comunicação do país nesta semana, destacam que a cidade terá uma comemoração silenciosa após as partidas da seleção brasileira. O presidente do Conselho Municipal de Segurança, Assad Amim informa que a Policia Militar só deverá coibir os abusos. "Não há como ser diferente. Os torcedores poderão sim comemorar as vitórias do Brasil, mas não poderão cometer excessos."
Desde a implantação, como avalia o presidente do conselho, a lei tem melhorado o comportamento dos jovens que moram em repúblicas ou que possuem veículos com equipamentos de som pesados. "As policias civil e militar têm realizado um trabalho de conscientização e em alguns casos autuando os mais exaltados", justifica Amim.
O comandante da lª Companhia da Polícia Militar, tenente Marcos Daner confirma que os policiais devem agir quando houver denúncias de perturbação do sossego, mas "prevalecerá o bom-senso". Esta semana, o militar foi procurado por vários meios de comunicação para explicar a aplicação da Lei do Silencio durante a Copa do Mundo. "Vamos atender todos os chamados, mas não vamos impedir que haja festas. Apenas coibiremos os exageros. Nós também vamos torcer e comemorar as vitórias do Brasil", afirma.
A cidade está toda enfeitada com motivos da Copa e o até o prefeito, Fred Alves (PSC), confirmou que estará na avenida XV de Novembro comemorando as vitórias do Brasil. "O futebol está no sangue de todos nós brasileiros e dentro desse espírito festivo, vamos sim para a avenida comemorar nossa seleção", diz. O prefeito lembra que a Lei do Silêncio foi aprovada na gestão anterior e está sendo cumprida pela polícia e Judiciário locais.


