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Norte Pioneiro 5m de leitura Atualizado em 30/12/2018, 12:27

Justiça acata denúncia contra professor que matou diretor da UENP

PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de dezembro de 2018

Rafael Machado<br>Grupo Folha
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A juíza Ângela Tonetti Biazus aceitou a denúncia do Ministério Público de homicídio triplamente qualificado contra o professor Laurindo Panucci Filho, 44 anos, pela morte do diretor do campus da UENP (Universidade Norte do Paraná) de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, Sérgio Roberto Ferreira, 60. A decisão é da última sexta-feira (28). O crime ocorreu no dia 20 de dezembro em uma das salas da instituição de ensino. A vítima foi morta com cinco golpes de uma machadinha na cabeça. O laudo do Instituto Médico Legal também confirmou ferimentos no abdômen, pescoço e joelho.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça acata denúncia contra professor que matou diretor da UENP
|  Foto: Reprodução/UENP


Panucci Filho, que pelo sistema de consulta do Tribunal de Justiça do Paraná ainda não havia constituído advogado, tem 10 dias para responder a acusação. Ele está preso preventivamente em uma cadeia de Teodoro Sampaio, no interior de São Paulo, para onde fugiu após cometer o assassinato. A juíza Ana Cristina Cremonezi ordenou a transferência do acusado para Cornélio, mas a determinação, divulgada no último dia 21, ainda não teria cumprida por questões burocráticas.

De acordo com o delegado-chefe da 11ª Subdivisão Policial, João Manoel Garcia, o professor ficará em espaço destinado a pessoas com curso superior na cadeia pública de Cornélio Procópio. A promotora Thayná Regina Navarros Cosme, responsável pela denúncia, entendeu que Panucci Filho deve ser condenado em três itens: motivo fútil, uso de meio cruel e dificuldade de defesa da vítima.

Já a Polícia Civil concluiu que o docente planejou sozinho a morte de seu superior. "Não há dúvidas de que também foi premeditado, até porque o acusado ligou para a vítima marcando um encontro na própria universidade, onde tudo aconteceu", esclareceu, em entrevista à FOLHA, o delegado.

Em uma semana, foram coletados depoimentos de alunos, funcionários da UENP e a pessoa que vendeu o objeto usado para matar o diretor. "As testemunhas contribuíram muito para as investigações. O comerciante disse que o Laurindo sequer conversou quando comprou a machadinha. Ele chegou na loja, perguntou o preço, tirou o dinheiro do bolso, efetuou o pagamento e foi embora", disse Garcia.

Sérgio Ferreira atuava na UENP há 28 anos e estava no segundo mandato como diretor do campus.

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