O produtor Sérgio Munhoz tem propriedades rurais em Santa Cecília do Pavão, Nova Santa Bárbara e São Jerônimo da Serra; produz sementes de soja e trigo, é associado da Integrada há 12 anos e atualmente faz parte do conselho fiscal da cooperativa. Ele acompanhou a visita da FOLHA à Unidade de Beneficiamento de Sementes em Santa Cecília do Pavão, onde entrega toda a sua produção.
Munhoz, que se define como empreendedor rural, cita algumas vantagens que tem como associado de uma cooperativa o que, segundo ele, não conseguiria se entregasse a sua produção para uma empresa apenas comercial. Entre os benefícios estão a redução de custos com planos de saúde, a participação proporcional na receita obtida durante o ano e o retorno do ICMS na compra de óleo diesel e equipamentos agrícolas. Se o cooperado compra um trator por R$ 100 mil, por exemplo, terá direito a R$ 12 mil de retorno como crédito tributário.
Para ele, a essência do cooperativismo está na união da classe produtora. ''Nós somos empresários rurais; nós plantamos soja e trigo, mas também temos que ganhar dinheiro e a cooperativa nos dá todo o suporte necessário na assistência técnica e na compra de insumos e sementes'', afirma.
Munhoz admite que os produtores do Norte Pioneiro não são muito adeptos do cooperativismo, até mesmo por algumas experiências que não deram certo na região. Mesmo assim, ele insiste em convidar outros agricultores para ingressarem em uma cooperativa, com um simples motivo: ''Juntos somos mais fortes'', argumenta.
O produtor justifica ainda que a maioria das pessoas pratica o cooperativismo no dia a dia, às vezes sem ter esta noção. ''A gente faz cooperativismo quando participa de uma reunião de pais e mestres na escola, quando participa de uma comunidade na igreja, e até mesmo quando estamos reunidos em família'', explica. (E.A.)

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