Jovens querem manter tradição
Ribeirão do Pinhal - No que depender dos mais novos a tradição dos foliões da Jacutinga está longe de acabar. Neta do embaixador José de Souza, a estudante Gabrielly Geovana Souza de Castro, de 16 anos, é responsável por tocar o pandeiro, arte que aprendeu especificamente para participar da companhia. "Além de gostar muito (da festa), essa é uma oportunidade de ficar mais próxima ao meu avô", revela Gabrielly.
Estudante em Apucarana (Norte), ela comenta que pretende seguir fazendo parte dos foliões por muito tempo, já que essa é uma oportunidade de demonstrar fé e manter viva uma tradição que, em sua família, tem sido passada de geração a geração.
Sentimento similar tem o gerente comercial Cleber Dutra, de 33. Ele conta que tira férias do trabalho, em São Paulo, para participar da festa todos os anos.
"Há pelo menos 15 anos estou como bastião (responsável por abrir passagem para a Folia) e pretendo dar sequência a essa tradição", garante.
Ele conta que como bastião recebe as ofertas e ajuda na guarda da bandeira, além é claro fazer brincadeiras. "Quando o dono da casa devolve a bandeira, os bastiões têm o papel de permitir que só o bandeireiro pegue a bandeira. Em caso de ofertas significativas, fazemos brincadeiras e procuramos animar todo mundo. É muita responsabilidade", avalia.
Cleber acrescenta que espera passar aos filhos, Melissa, de 4, e Gabriel, de 2, toda a tradição que envolve a Folia de Reis. "Apesar de novos, eles já acompanham o grupo e participam da festa. Espero que possam continuar fazendo o que eu faço e dando continuidade aos festejos". (V.F.)





