Jaguariaíva implanta usina de reciclagem
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terça-feira, 08 de outubro de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Jaguariaíva Na tentativa de dar a destinação correta ao lixo produzido no município, a Prefeitura de Jaguariaíva inaugurou recentemente uma usina de reciclagem. Estima-se que a cidade produza hoje cerca de 20 toneladas diárias de detritos.
O biólogo e diretor do departamento de Meio Ambiente, Leonardo Von Linsingen, diz que o projeto já vinha sendo pensado há dois anos, mas acabou sendo posto em prática, no dia 13 de setembro, durante a semana comemorativa ao 190º aniversário do município. Segundo ele, apesar de recente, a usina já tem mostrado bons resultados. "Ainda estamos passando por ajustes, mas a expectativa é que em seu primeiro mês, a usina já dê conta de pelo menos 50% do lixo", vislumbra.
Linsingen esclarece que a coleta é feita por caminhões da Prefeitura e também por 10 carrinhadores. Conforme ele, enquanto os veículos têm um cronograma diário a ser seguido, os catadores visitam outros bairros. "A população é informada onde os caminhões passarão naquele dia por meio da rádio municipal. Por enquanto não disponibilizamos sacolas, mas há planos para isso", avisa.
O material coletado é transportado até a usina de reciclagem, onde cerca de 20 catadores, membros de uma cooperativa fazem a separação do lixo orgânico e do reciclável. "O orgânico sofre a compostagem e vira adubo já o reciclável é prensado e vendido para empresas que trabalham com esses materiais", conta.
A expectativa do diretor é que nos próximos meses Jaguariaíva consiga dar a destinação correta a pelo menos 85% do lixo produzido no município, atendendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê o final dos lixões a céu aberto até meados de 2014.
Linsingen acrescenta que também foram feitos ajustes no aterro municipal que agora conta com uma geomembrana protetora, reduzindo a emissão de poluentes. O investimento total da Prefeitura chegou a R$ 1 milhão.
Para o presidente da Cooperativa de Catadores de Recicláveis e Serviços de Produção de Jaguariaíva (COOCRESPRO), Daniel Antunes do Silva, a criação de uma usina de reciclagem faz bem para a categoria. De acordo com ele, trabalhando individualmente um catador ganhava, em média, R$ 250 por mês. "Agora temos força para vender. Com o tempo, o trabalho se firmando, acredito que alguns catadores consigam ganhar bem mais", diz. A estimativa é que o valor chegue a R$ 1 mil. "Fará muita diferença para os catadores. Seremos até mais respeitados", acredita.
Entre carrinhadores, coletores externos e equipe que atua na separação do lixo dentro da usina são empregados aproximadamente 40 catadores. Segundo silva, este número poderá chegar a 55 até o final deste ano. Para atender a demanda, os catadores têm sido submetidos a cursos e treinamentos de capacitação.


