Cornélio Procópio e Jacarezinho - O mesmo relatório da Secretaria de Segurança Pública do Paraná que aponta o número de casos envolvendo o tráfico de drogas também traz dados referentes as ocorrências relacionadas ao uso e consumo de entorpecentes.
Embora a região de Jacarezinho apresente um número menor de casos envolvendo o tráfico em relação a Cornélio Procópio, esta realidade se inverte quando se trata de ocorrências envolvendo o uso ou consumo de entorpecentes.
No Paraná, as ocorrências de consumo de drogas relativas aos três primeiros meses do ano aumentaram 13,52%, passando de 1.797 para 2.040. No mesmo período, na região de Jacarezinho, os casos pularam de 49 para 87, acumulando alta de 77,55%. O índice de crescimento de casos de tráfico em Cornélio Procópio foi quase o mesmo de casos de consumo de drogas em Jacarezinho (78%), já o número de ocorrências com usuários em Cornélio reduziu de 92 para 74 (-19,57%).
O delegado-chefe da 12ª (SDP) de Jacarezinho, Marcos Fernando da Silva Fontes, confirma que a região tem muitos usuários, sobretudo do crack. Alguns apreendidos em operações policiais no município são encaminhados ao centro de tratamento para viciados, mas a opção pela utilização deste recurso depende do que for acordado entre o juiz e o usuário.
Fontes alega que para amenizar os problemas com as drogas nas cidades do Norte Pioneiro, a família e os sistemas educacionais e de saúde precisam se unir. ''Temos que evitar a propagação. A polícia combate o efeito não a causa; enquanto continuar assim será como se estivéssemos soprando gelo'', opina.
De acordo com ele, os pais e os familiares mais próximos podem notar quando um indivíduo, principalmente adolescente pode estar envolvido com drogas (veja mais nesta página).
O delegado-chefe da 11ª SDP de Cornélio Procópio, Luiz Carlos Mânica, também vê a família como a base para combater as drogas. Ele reclama ainda da falta de punições severas para os usuários. ''Na maioria dos casos, o detido assina um termo circunstanciado e é liberado; caso opte pelo tratamento, nem sempre cumpre a pena'', diz.
Apesar da redução na detenção de usuários, o delegado aponta que isso se deve mais ao fato das investigações acabarem concluindo que os envolvidos nos crimes são traficantes e não consumidores.

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