Itambaracá finaliza instalação de rede
Itambaracá - A ativação da rede de coleta e de uma estação de tratamento de esgoto em Itambaracá, no mês de julho, vai mudar o histórico das condições precárias que o município convive no setor de saneamento básico desde que foi criado em 1955.
A rede de esgoto começou a ser implantada recentemente depois que o município foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com a liberação de quase R$ 9 milhões para a execução das obras. Toda canalização no perímetro urbano já foi foi efetuada e o Córrego Jaborandi, que hoje serve de esgoto a céu aberto, também está sendo canalizado.
Algumas famílias ainda despejam seus dejetos a céu aberto em um córrego que corta a periferia da cidade, mas no centro uma boa parte das residências não têm mais espaço para a perfuração de novas fossas sépticas.
A solução encontrada pelo empresário Miguel Romero foi perfurar uma fossa em um terreno que a família tem do outro lado da rua. A marca no local onde passa a canalização é visível no asfalto.
Mas a realidade de Itambaracá já foi bem pior. Até a década de 1970, a população local contava apenas com água de poços que eram perfurados relativamente próximos às fossas.
Naquela década, a prefeitura revolveu implantar um sistema para distribuição de água à população visando acabar com o excesso de poços e os riscos de contaminação. Porém, muitos poços que antes forneciam água "potável" foram transformados em novas fossas.
A criação do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) só aconteceu em 1998, mas o esgoto ainda era algo distante.
A dona de casa Fátima Pereira, que mora às margens do Córrego Jaborandi há mais de 50 anos, não vê a hora que tudo esteja pronto. Os períodos de chuva são os mais temidos por ela e seus vizinhos, pois a água do córrego transborda e invade os quintais das casas.
A estação de tratamento em Itambaracá é uma estação elevada. Todo resíduo vai passar por nove tanques, onde será tratado com a separação das partes líquida e sólida, que serão devolvidas à natureza com toda segurança, garante o diretor do Samae, Vinícios Curso Ruiz.
Para ele, a ativação da rede de esgoto e da estação de tratamento vai acabar definitivamente com este problema em 100% da cidade, onde moram aproximadamente 5 mil pessoas. (E.A.)





