No dia 10 de fevereiro, uma ação conjunta entre a PM e a Promotoria de Justiça de Ibaiti resultou na apreensão de 75 quilos de maconha
No dia 10 de fevereiro, uma ação conjunta entre a PM e a Promotoria de Justiça de Ibaiti resultou na apreensão de 75 quilos de maconha | Foto: Divulgação/2º BPM



Em menos 30 dias, quase 400 quilos de drogas foram apreendidos no Norte Pioneiro por policiais militares do 2º Batalhão de Jacarezinho. O sucesso no resultado das operações, segundo o novo comandante da corporação na região, tenente-coronel José Luiz de Oliveira, está no Serviço de Inteligência (P2) da Polícia Militar. Ele explica que a PM do Paraná possui boa proximidade com o Ministério Público e o Poder Judiciário, e que, por vezes, é solicitada a colaborar nas ações em andamento pelos Promotores no combate ao tráfico de entorpecentes.

"Em função do sigilo das diligências, destacamos o efetivo do nosso Serviço Reservado para este apoio, principalmente no cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão. Além disso, a P2 tem um papel fundamental no levantamento de informações para a aplicação do efetivo fardado, que culmina em resultados positivos, com prisões e apreensões de drogas", explica o oficial.

No dia 23 de janeiro, a PM realizou, em Ibaiti, a maior apreensão de cocaína da história do 2º BPM. Uma denúncia anônima sobre um veículo suspeito levou uma equipe da 3ª Companhia ao pátio de um posto de combustíveis à margem da BR-153, onde um caminhão, supostamente quebrado, era carregado por um guincho para ser transportado a Paranaguá. Em um fundo falso na carroceria do veículo, os policiais encontraram 275 quilos de cocaína avaliada em mais de R$ 8 milhões. "Esta apreensão foi derivada de uma ação exclusiva da Polícia Militar, onde dois policiais da Rádio Patrulha tiveram o tirocínio em averiguar mais a fundo a situação e descobriram o fundo falso onde estava depositada a droga", lembra o tenente-coronel.

No dia 10 de fevereiro, uma ação conjunta entre a PM e a Promotoria de Justiça de Ibaiti resultou na apreensão de 75 quilos de maconha. Já no dia 20 de fevereiro, o Serviço de Inteligência do 2º BPM desarticulou uma quadrilha que transportava drogas para a região. Os integrantes do grupo foram presos em Santo Antônio da Platina, e mais 17 quilos de maconha foram retirados de circulação pela PM. "Essas grandes apreensões de drogas funcionam como um golpe duro aos traficantes. No caso da cocaína apreendida em Ibaiti, por exemplo, demos um prejuízo de milhões de reais ao narcotráfico, e benefícios às famílias paranaenses que ficam longe dessas drogas", pondera o oficial.

Crimes contra o patrimônio
Se por um lado os resultados obtidos pelo 2º BPM com as apreensões de drogas são excelentes, por outro é preciso desenvolver novas metodologias para frear as ações dos criminosos que agem através de outros meios para saldar suas dívidas com os ‘patrões’ do tráfico. Um exemplo disso é o aumento expressivo dos crimes furtos e roubos registrados na região

O tenente-coronel explica que o tráfico de drogas funciona como uma mola impulsionadora para o cometimento de outros crimes como os acima citados, além de homicídios, receptação e, consequentemente, o uso de entorpecente. "Há um círculo vicioso aqui. O usuário já viciado precisa de dinheiro para adquirir as drogas e, muitas vezes ele comete pequenos furtos cujos objetos subtraídos ou roubados são repassados no mercado negro. Alguém recepta, e estes objetos são muitas vezes ‘esquentados’ até mesmo através de sites, e vendidos como se fossem legais. Tem muita gente por aí, de boa-fé, ou não, comprando celulares, notebooks ou TVs LED que são objetos de receptação. Nessa linha, quando há um aperto ao crime de tráfico, como tem acontecido em Ibaiti e Santo Antônio da Platina, há a possibilidade, sim, de os marginais migrarem para o cometimento de furtos e roubos para manterem as suas atividades ilícitas. Por isso estamos intensificando as operações nestas cidades para coibir estes delitos", assegura Oliveira.

Fugas das cadeias
O comandante do 2º BPM salienta que as fugas das cadeias da região também são um fator que eleva os crimes, principalmente de roubos e homicídios, tendo em vista que o evadido "precisa" recuperar o tempo que ficou afastado dos crimes de rua e, consequentemente, do cometimento de homicídios, já que muitas vezes há ‘um acerto de contas’ entre as quadrilhas rivais pela disputa do tráfico de drogas. "Nesse sentido, é importante que haja prioridade nas ações de investigações por parte da Polícia Civil para chegar às autorias dos crimes de roubos e de tráfico visando prender os traficantes", pondera o oficial.

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