Integrada está presente em 20 municípios
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terça-feira, 03 de julho de 2012
Eli Araujo <br> <br> Reportagem local 
A Integrada Agroindustrial é a cooperativa com maior presença no Norte Pioneiro. A cooperativa tem 54 unidades em 42 municípios do estado, das quais 25 se localizam em 20 municípios do Norte Pioneiro e as demais em outros municípios das regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná.
O Norte Pioneiro concentra também os maiores investimentos da cooperativa na atualidade, num total de R$ 65 milhões, sendo R$ 15 milhões em uma indústria de suco concentrado de laranja em Uraí, e R$ 50 milhões em um complexo industrial de milho em Andirá, que terá capacidade para processar 850 toneladas do produto por dia. A indústria de suco deve ser ativada até mês de setembro e o complexo de milho no primeiro semestre do ano que vem.
A Integrada tem três Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) para atender apenas a seus cooperados. A UBS de Santa Cecília do Pavão é considerada a mais moderna do gênero no Paraná, sendo visitada com frequência por técnicos e produtores do Brasil e do Exterior. As outras duas unidades ficam em Londrina e Mauá da Serra.
A UBS foi montada em Santa Cecília por ser uma área estratégica. O engenheiro agrônomo Celso Yuwanaga, responsável técnico pela produção de sementes, explica que é necessária uma altitude entre 700 a 1000 metros porque a umidade noturna produz uma semente de melhor qualidade. A unidade produz 300 mil sacas de sementes de soja e trigo por ano, com certificação pela Iso 9001/2000.
A maior estrutura da Integrada está voltada para o recebimento de grãos. Em 2011, a cooperativa recebeu 11 milhões de sacas de soja, 7,5 milhões de sacas de milho e 2,5 mil sacas de trigo. Mesmo assim, a cooperativa tem unidades para atender os cafeicultores do Norte Pioneiro, que entregam 200 mil sacas do produto em média por ano.
O presidente da Integrada, Carlos Murate, diz que o café já foi a cultura mais importante da região, mas que não voltará a ter esta predominância por problemas climáticos e de escassez de mão de obra. Mesmo assim, ele considera a cafeicultura uma boa alternativa para pequenas propriedades, onde o agricultor não teria como produzir grãos de forma compensadora.
Murate reconhece que não é fácil desenvolver o cooperativismo no Norte Pioneiro por falta tradição no setor, mas admite que é possível reverter esta cultura, até mesmo por uma questão de sobrevivência. ''As pessoas tem muito receio de mudanças, mas quem não se adequar dificilmente vai sobreviver neste mundo globalizado, onde a competividade é cada vez maior; a nossa luta é mostrar para as pessoas que só vai sobreviver quem estiver preparado'', afirma.
Estas mudanças, segundo ele, passa pela adoção de novas tecnologias para aumentar a produtividade. E mais uma vez ele cita o café como exemplo, dizendo que a produção média por hectare no Norte Pioneiro varia entre 20 a 25 sacas beneficiadas hectare, mas poderia chegar a 80 ou 90 sacas. ''Condições tem, tecnologia tem, mas o produtor precisa abrir a mente para as novas tecnologias; o nosso trabalho é mostrar para os nossos cooperados que eles podem ganhar muito mais dinheiro e esta será a nossa luta daqui pra frente. É uma questão de aceitar ou não as mudanças'', afirma.



