Em Cambará, ao lado de onde atualmente são empilhadas montanhas de lixo, a prefeitura está na fase final de construção de um aterro para a melhor destinação dos resíduos, com valas impermeabilizadas. Os materiais recicláveis passarão a ser separados antes de o lixo seguir para o aterro, por uma cooperativa que está sendo formada com o apoio do Sebrae e do Município.
De acordo com a secretária de assistência social de Cambará, Ana Paula Moro Rafael, 14 famílias que atualmente vivem da renda obtida no lixão passarão a fazer parte da cooperativa, que abrangerá 25 famílias no total, trabalhando em um barracão cedido pela prefeitura.
O investimento total no novo aterro é de aproximadamente R$ 700 mil, com a maioria dos recursos, R$ 590 mil, provenientes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), informa a secretária de infraestrutura urbana e obras, Cláudia Betine.
A previsão de funcionamento para o aterro, segundo Cláudia, é de 10 anos. Em média, Cambará recolhe 18,8 toneladas de lixo por dia, segundo dados da prefeitura. Desse montante, 4,8 toneladas seria de lixo reciclável e 9,4 toneladas de lixo orgânico. O restante é rejeito.
O novo aterro deve começar a ser utilizado em 40 dias. Por enquanto, não há previsão de fazer compostagem com o lixo orgânico, ato que poderia aumentar a vida útil do lugar em vários anos.
Nova Fátima
O prefeito de Nova Fátima, Nilson Xavier (PDT), informou que a situação do lixão da cidade é preocupante e que pretende iniciar um trabalho para implantar um aterro sanitário no município. ''Estávamos resolvendo antes a questão da água, pois nosso reservatório era muito pequeno'', justificou.
Xavier explicou que estuda qual a melhor forma jurídica para auxiliar na formação de uma cooperativa de catadores e como o município pode alugar um barracão onde funcionaria a separação do lixo reciclável. ''Temos 10 pessoas que catam lixo lá (no lixão) e isso não pode continuar'', comentou.
No entanto, fechar de vez o lixão da cidade é plano para prazo mais longo. ''Teríamos que fazer um aterro, e em outro local, pois onde funciona o atual lixão é área de nascentes. Mas, para isso, necessitaríamos de aproximadamente R$ 120 mil, o que é um sonho para uma cidade pequena'', afirmou. (W.S.)

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