Cornélio Procópio - O retorno do estacionamento rotativo na área central de Cornélio Procópio, prometido para o fim de agosto, foi adiado por tempo indeterminado. A causa seria o atraso na importação de peças necessárias para implantação do novo sistema nos parquímetros (equipamentos que medirão o tempo que cada veículo permanece estacionado).
"Como modificamos o sistema para que ele contabilizasse várias moedas, tivemos que importar peças de diversos países. Muitas delas estão barradas na alfândega. Assim que forem liberadas, faremos os testes para verificar se está tudo certo e depois implantaremos o sistema nas ruas. Esperamos que isso aconteça o mais breve possível, antes do fim do ano", diz o gerente Operacional da Lapaza, Sérgio Carlos Muniz. A empresa foi contratada em 2009 para gerenciar a Zona Azul em Cornélio, mas o serviço está desativado há mais de um ano.
O diretor do Departamento Municipal de Trânsito, Henrique Almeida, ressalta que, antes do retorno, a empresa deve se reunir com representantes do Ministério Público. "Queremos evitar que aconteçam empecilhos, como os ocorridos em Apucarana, e fazer tudo de forma bastante transparente." A Lapaza gerenciava o serviço de estacionamento rotativo em Apucarana, mas em fevereiro deste ano a prefeitura rompeu o contrato, alegando que a empresa não estava repassando ao município o percentual estipulado do faturamento bruto. Uma outra empresa foi contratada, a Lapaza entrou na Justiça alegando rompimento de contrato e o caso segue em discussão.
Pelo contrato com a Prefeitura de Cornélio, a empresa deve repassar 5,5% do faturamento bruto ao município. A expectativa é que seja cobrado R$ 1,70 por hora no estacionamento. O diferencial do novo sistema é que o tempo poderá ser fracionado. O novo parquímetro aceitará moedas e também funcionará por meio de bótons, como os antigos aparelhos.
O serviço de estacionamento rotativo está desativado há um ano, pois o município não tinha poderes legais de autuação, uma vez que não era conveniado ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A situação, no entanto, já foi legalizada.

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