Impactos sociais da colheita mecanizada
Segundo o empresário Paulo Buso, o impacto será absorvido, naturalmente pelos produtores de cana. É que os procedimentos mais modernos não vão deixar a mecanização como um ponto forte em qualquer uma das circunstâncias das atividades econômicas. Ele explica que no caso da cana-de-açúcar, especificamente, há momentos que a mecanização é imprescindível e não vai retornar ao processo manual.
Mas em áreas marginais e mais distantes no processo de logística, principalmente com relação ao asfalto, declividade, inclinação de solos e outros procedimentos técnicos a mecanização não deve chegar e o papel do cortador de cana será insubstituível. A mecanização veio e vai ficar, e a mão de obra vai se especializar, ou seja, teremos cortadores específicos em determinadas áreas e locais e certamente vamos ter uma demanda, vamos ter mais necessidades de mão de obra porque teremos maiores quantidades de matéria-prima que precisam ser processadas industrialmente, observa Buso.
Como as indústrias da região pretendem aumentar a quantidade de cana esmagada, nas próximas safras, o empresário está preocupado com a falta de mão de obra. Conforme Paulo Buso, já existe dificuldade em contratar trabalhadores especializados ou treinados para cortar essa matéria-prima. Os mais jovens hoje não admitem esse procedimento já que é uma atividade pesada e o individuo tem que ter um determinado porte físico, uma determinada condição. Com isso eles buscam atividades que seja menos penosa do que o corte de cana-de-açúcar, explica. (M.A.B.)





