O professor e economista Fernando Sorgi, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), diz que o fechamento de uma empresa do porte da Casquel traz grande impacto para a economia, não apenas a local, mas de boa parte da região. Além do desemprego da mão de obra que ainda não foi absorvida por outros setores, há a redução na arrecadação de vários impostos, podendo interferir também de forma negativa no Produto Interno Bruto (PIB) de Cambará nos próximos anos. O PIB medido atualmente corresponde ao ano de 2009.
Sorgi acredita que a situação poderá voltar ao normal ou ficar melhor que a atual se o grupo que vier a assumir o patrimônio da Casquel ''tenha condições técnicas, administrativas e financeiras para assumir todo o passivo deixado pela empresa''.
O professor cita ainda que o Norte Pioneiro, a exemplo de outras regiões do País, depende muitas vezes de apenas um setor da atividade econômica e, não raro, apenas de uma empresa. ''Não há dúvidas de que o setor sucroalcooleiro exerce grande influência na economia do País'', afirma.
Para ele, é importante que a região tenha um novo perfil econômico para não ficar na dependência de apenas uma atividade, no caso, a agricultura, o que poderá acontecer com a formação de um polo agrobiotecnológico, que está sendo proposto pela Uenp, em parceria com várias instituições públicas e privadas. ''A criação deste polo não deixaria a economia da região tão sujeita a este tipo de ocorrência verificada em Cambará'', explica. (E.A.)

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