Wenceslau Braz - Ao ouvir sobre a falta de sacerdotes no Brasil, Leon Lodzinski escolheu o destino. Em 1963, o então bispo de Jacarezinho, Dom Pedro Filipak, que hoje dá nome à Rádio Educadora de Wenceslau Braz, também de descendência polonesa, convidou Leon para atuar na diocese. "Apesar de ter nascido no Brasil, Dom Pedro Filipak ainda falava um bom polonês", recordou, na mesma entrevista. O português, que até o final da vida foi um desafio para o padre, era a primeira barreira a ser vencida. Passou um ano em Ponta Grossa para aprender o idioma.
Apesar do sotaque carregado, padre Leon conseguia se fazer entender e ser entendido. "O português é semelhante ao Latim, por isso há grande dificuldade para aprendê-lo. Não estou me vangloriando, mas domino o idioma bem o suficiente para conseguir transmitir um programa religioso todos os dias da semana por meia hora", contou à rádio polonesa, referindo-se ao programa de rádio que fazia, já em Wenceslau Braz.
No ano seguinte, durante uma rápida passagem por Ribeirão do Pinhal, a comunidade de Sengés reivindicou ao bispo de Jacarezinho um pároco exclusivo. O pedido foi atendido por Dom Pedro Filipak, que designou o outro polaco para a paróquia. No dia 10 de março de 1964, Leon chegou a Sengés.
Como primeiro pároco, ele construiu a casa paroquial da cidade. Lá, permaneceu por dois anos sob olhares iniciais de desconfianças que, aos poucos, foram conquistados pelo caráter do padre. "Organizamos a paróquia a partir do zero, porque antes não havia sacerdote. Naquela época o governo estava liquidando pequenas escolas, então íamos transformando em capelas", lembrou. (C.F.)

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