A ideia de se fazer um estudo para resolver o problema da arborização em Bandeirantes é da professora Maria da Conceição Cesco, que leciona para crianças de 4 anos em uma escola municipal. Em 2009, ela participava de um encontro de agricultores em Curitiba, quando alguém questionou porque tudo que diz respeito ao meio ambiente é cobrado apenas do homem do campo e não de quem mora nas cidades.
Na época, a professora fazia um curso de pós graduação sobre educação ambiental e percebeu que poderia fazer um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o tema.
Ela elaborou um projeto e conversou sobre o assunto com o presidente do Sindicato Rural de Bandeirantes, Renato Rosa Domingues, que encampou a ideia. A partir daí foram feitos contatos com instituições que se tornariam parceiras no projeto: a Prefeitura de Bandeirantes, a Emater, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Universidade Estadual Norte do Paraná (Uenp).
A professora diz que há falta de árvores na cidade porque a maioria dos comerciantes prefere que a fachada de seus estabelecimentos esteja ''limpa''. ''Alguns comerciantes dão mais valor à fachada que à arborização e o resultado é que a cidade não tem sombra'', reconhece a professora.
Ela acredita que será possível convencer os comerciantes, argumentando que a arborização vai melhorar a qualidade de vida na cidade. Maria da Conceição espera ainda que outros municípios da região avaliem a arborização em suas áreas urbanas. ''Se Bandeirantes tomar essa consciência, a cidade vizinha também vai fazer; é com pequenas ações que a gente pode mudar o todo, cada um fazendo a sua parte'', afirma a professora.
Comércio
O presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Bandeirantes (Aciab), José Rossato Filho, reconhece que ''boa parte'' dos comerciantes locais prefere não ter árvores na frente de seus estabelecimentos ''para não atrapalhar a fachada''.
Ele considera válido o projeto para arborização da cidade e diz que a entidade vai desenvolver uma campanha para conscientizar os empresários sobre a importância do plantio. Rossato afirma, entretanto, que a decisão final vai depender de cada associado. (E.A.)

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