Ibaiti – A Câmara de Vereadores de Ibaiti deve votar na próxima semana o pedido de abertura de Comissão Especial de Investigação (CEI) para investigar supostas irregularidades na saúde do Município. O requerimento foi elaborado por um grupo de vereadores da cidade e solicita explicações sobre alguns procedimentos adotados pela Fundação Hospitalar de Saúde do Município de Ibaiti (FHSMI) e Secretaria Municipal de Saúde.
O vereador Sidnei Robis de Oliveira (PTB), um dos autores da solicitação, esclarece que, entre os pontos a serem esclarecidos, está a inadimplência da Fundação junto aos fornecedores e prestadores de serviços da saúde na cidade.
O documento pede ainda que sejam apurados três casos suspeitos de negligência, ocorridos em 2013: medicação de criança com remédio de uso veterinário, esquecimento de idosos em Ponta Grossa durante tratamento e a morte de morador que não teve uma apendicite diagnosticada. "Chegamos em um estado que não dá mais para não fazer nada. Os fornecedores de medicamentos não recebem o repasse desde abril e ambulâncias estão paradas porque as oficinas que fazem o reparo também não são pagos", diz Oliveira.
Protocolado no dia 26 de novembro de 2013, o requerimento conta com a assinatura de quatro vereadores proponentes e deve ser votado em sessão prevista para a próxima terça-feira. Para ser instaurada a Comissão, serão necessários pelo menos dois terços dos nove votos válidos. "O dinheiro da saúde está chegando ao Município e queremos saber em que ele está sendo usado. Queremos esclarecer as coisas".
O presidente da Câmara de vereadores, Adauto Cunha (PcdoB), comenta que a instauração de uma CEI na cidade é necessária. Segundo ele, a Fundação representa uma despesa mensal aos cofres públicos de aproximadamente R$ 1 milhão. "A Fundação tem contador e recursos humanos próprios. Esses cargos poderiam ser extintos e tudo ser concentrado no Município, afinal é ele que paga a conta", afirma. "Com esses cortes economizaríamos cerca de R$ 200 mil", completa.
Mesmo sendo da situação, Cunha defende que a saúde merece uma atenção especial dos vereadores. Porém, devido o fim de ano, se o requerimento for aprovado na próxima sessão, a Comissão só começará a atuar a partir de janeiro de 2014.
O procurador-geral do Município, Pablo Acosta, alega que a Prefeitura não foi notificada oficialmente quanto o pedido de instauração de uma Comissão. "Só vamos nos posicionar quando formos notificados de algo. É do interesse do Município que tudo seja esclarecido", conclui.

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