A cidade de Ibaiti, no Norte Pioneiro, é uma das líderes na aprovação de projetos do Programa de Microcrédito Banco Social, coordenado pela Agência de Fomento do Paraná S/A e destinado a atender microempresários. Os recursos podem ser solicitados por pessoas que desenvolvem qualquer atividade, até mesmo os informais. Nos últimos cinco meses, o município tem ficado entre os cinco primeiros colocados na quantidade de projetos aprovados e por três vezes ocupou o primeiro lugar. Atualmente, cerca de 160 cidades participam do programa, o que corresponde a 40% do total de municípios do Paraná.
O crédito oferecido pelo Banco Social é dirigido para capital de giro e investimentos. O limite para capital de giro é de R$ 3 mil, que podem ser pagos em até 18 parcelas e o interessado por exercer uma atividade informal. Para investimentos, o limite é de R$ 10 mil, que podem ser pagos em 24 parcelas, mas é preciso que o empresário tenha a documentação, inclusive o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
O Banco Social iniciou suas atividades em Ibaiti em março do ano passado, depois de uma parceria entre a prefeitura, Sebrae e governo do Estado. No ano passado, foram aprovados 83 projetos e este ano, até o dia 30 de junho, foram liberados recursos para outros 48 projetos. Os 131 projetos representam o total de R$ 909,4 mil aplicados no município.
O agente de crédito Reinaldo Fernandes Ribeiro, funcionário da prefeitura, cuida pessoalmente do atendimento e do encaminhamento de todos os pedidos. Com as informações levantadas junto aos interessados, ele repassa os projetos pela internet para a Secretaria de Trabalho e Promoção Social, em Curitiba.
Na Capital, o cadastro é analisado e, se não houver restrições com o CPF ou o CNPJ, o dinheiro é liberado. Ribeiro diz que o índice de inadimplência é muito pequeno, não chega a 2%, e quando há algum atraso, ele mesmo liga para o microempresário para lembrá-lo do débito.
Recentemente, o agente de crédito recebeu uma carta da direção do Banco Social em agradecimento ao trabalho que desenvolve junto os microempreendedores de Ibaiti. ''Não há dinheiro que pague por este reconhecimento; a gente trabalha com muita satisfação, ajuda os pequenos e a pessoa ainda agradece'', afirma.

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