Após notar uma grande degradação do Rio Jacaré, o IAP de Jacarezinho elaborou um estudo em toda a bacia hidrográfica e fez um diagnóstico para que se dê início à recuperação do rio. O projeto está em fase final e tem como objetivo reunir as comunidades, indústrias e produtores rurais. O lançamento será feito na segunda quinzena de abril.
Foram feitas análises completas da água e notou-se, em alguns pontos, que algumas indústrias estão com problemas no sistema de lançamento de água que estão fora dos padrões, e ainda, muitos habitantes fizeram ligações clandestinas e o esgoto está sendo despejado sem tratamento, além de que em muitos locais foi notado grande desmatamento.
Agora, o IAP, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) irão se reunir com os responsáveis pelas indústrias com focos de poluição e estipular um prazo para regularização. ‘‘A princípio iremos orientar. Caso haja reincidência iremos tomar as medidas cabíveis. Muitos proprietários de terras não estão respeitando o espaço de 30 metros de cada lado do rio que se deve ter para poder cultivar a terra. É sobre isso, também, a nossa orientação’’, alertou Mossato.
Segundo o chefe-regional do IAP, a Sanepar registrou uma redução considerável no volume de água do Rio Jacaré e, se continuar assim, há grandes possibilidades de que falte água e o rio venha a secar. ‘‘O maior problema é a falta de conservação. Estão degradando o Rio Jacaré e isso é um assunto sério’’, afirmou. ‘‘Existe ainda a contaminação do lençol freático, que é um assunto seríssimo porque isso pode estar acontecendo em grandes proporções. Sendo assim, a água não é potável e muita gente se utiliza dela para consumo’’.
A bacia hidrográfica do Rio Jacaré possui cerca de 700 quilômetros e passa pelos municípios de Siqueira Campos, onde nasce, Quatiguá, Carlópolis, Ribeirão Claro, Jacarezinho e Barra do Jacaré, onde o rio encontra-se com o Rio das Cinzas.
Mossato disse ainda que desses municípios, somente Jacarezinho e Barra do Jacaré não são beneficiados com o ICMS Ecológico. Os demais, nos últimos cinco anos, receberam cerca de R$ 2 milhões, recursos que devem ser investidos na recuperação do rio e nem todos os municípios estão usando adequadamente essa verba. Mossato explicou que quanto maior for o investimento no rio, maior é a verba que será destinada ao município. (M.B.)

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