Cornélio Procópio - A criação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) faz parte de um projeto do governo federal para atender a demanda por energia elétrica, uma vez que a disponibilidade para construção de unidades de médio e grande portes é cada vez menor. As PCHs podem ter entre 1 a 30 megawatts de energia e um reservatório de no máximo 3 quilômetros quadrados. Cada megawatt é suficiente para atender uma população de 3 mil habitantes, aproximadamente.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a construção de dezenas de pequenas centrais em todo o País. No Norte Pioneiro estão previstas mais duas usinas do mesmo porte, ambas no Rio Laranjinha. A primeira é a Usina Laranjinha, na divisa entre Nova Fátima e Ribeirão do Pinhal, com capacidade para gerar 3,2 MW de energia; e a segunda é a Usina Bonanza, um pouco mais abaixo, na divisa de Ribeirão do Pinhal com Cornélio Procópio e com capacidade para gerar 9,9 MW de energia. Os pedidos de licença prévia para estas usinas já estão na sede do IAP em Curitiba.
De acordo com resolução da Aneel, a pequenas centrais hidrelétricas são dispensadas de remunerar os estados e municípios pelo uso de recursos hídricos, ou seja, não geram os tão desejados royalties.
A energia gerada pelas pequenas centrais hidrelétricas é comercializada em leilões realizados pela Agência Nacional e a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) é um dos possíveis compradores. A assessoria de comunicação da companhia informa que a Copel não tem nenhum contrato de comercialização de energia com a empresa responsável pela hidrelétrica Foz do Anta. (E.A.)

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