Cornélio Procópio - A greve promovida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), deflagrada no dia 17 do mês passado, afeta diretamente o Norte Pioneiro. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que tem campus em Cornélio Procópio, aderiu ao movimento no último dia 21. No Brasil todo 48 instituições participam da paralisação.
O campus de Cornélio Procópio oferta 10 cursos, sendo quatro na área de Engenharia, três tecnológicos, dois cursos técnicos e uma licenciatura, para uma comunidade de aproximadamente 1,6 mil alunos.
Entre as reivindicações da categoria estão uma reposição salarial de 22%, desde 2008, a reestruturação do plano de carreira - hoje existem dois planos distintos, o de professor de ensino superior e o de professor de ensino básico técnico e tecnológico. A proposta do sindicato é unificar o sistema.''Queremos a criação de um plano único com 13 níveis, onde a cada dois anos o professor subiria um nível, cumprindo assim os 26 anos de magistério'', explica a professora Elizabeth Maria Giacobbo, representante do Sindutfpr no Campus Cornélio Procópio, sindicato ligado ao Andes.
Outra solicitação dos grevistas é a melhoria das condições de trabalho. ''Tem se aberto muitas Universidades, mas algumas das já existentes trabalham com equipamentos e laboratórios praticamente sucateados'', alerta a professora. Na tarde de ontem, seria realizada no campus a reunião semanal dos docentes para apresentar um panorama nacional da greve.
Alunos
Alunos do curso do Curso Tecnológico em Análise e Desenvolvimento de Sistema, Marcio Henrique Rodrigues e Mariana Orlandini Ferreira, têm pensamentos parecidos sobre o movimento. ''Se eles (professores) optaram pela greve é porque algo não está bom e não sou contrário a isso, o problema é como ficará a nossa situação enquanto aluno'', afirma ele. ''Respeito muito a profissão de professor e sou favorável à greve, mas isso vai atrasar nosso calendário e teremos que ver como ficarão as reposições'', completa ela.
Mariana diz ainda que se formaria ao final desse semestre e que devido a paralisação terá que deixar o diploma para mais tarde. ''Hoje eu posso esperar pelo diploma, não é algo do qual eu dependa, mas sei que boa parte dos alunos que estão concluindo os seus cursos precisarão dele e esse é mais um problema'', opina a estudante.
Rodrigues vai além e já se imagina perdendo o período de férias do final de ano para estudar. ''Me formaria no final do ano e se por um lado ganho tempo para fazer o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) por outro devo perder o período de férias repondo as aulas provavelmente'', aponta.

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