O governador Beto Richa (PSDB) deve assinar esta semana o decreto que institui um grupo de trabalho executivo, para definir os termos e instrumentos de execução de plano especial para enfrentar a substituição dos cortadores de cana-de-açúcar pela colheita mecanizada. A informação foi repassada pelo secretário do Trabalho e Economia Solidária, Luiz Cláudio Romanelli.
O governo, conforme o secretário, está preocupado com a situação desses trabalhadores, que nos próximos anos terão a oferta de serviço extinta pela mecanização do cultivo e da colheita do produto. Depois de ler a matéria sobre a mecanização nos canaviais, publicada na última edição da Folha Norte Pioneiro, o secretário confirmou a assinatura do decreto. O grupo de trabalho deve definir termos e instrumentos que permitam elaborar um plano de ação para o enfrentamento desse problema social.
O grupo será formado por sete secretarias estaduais e representantes do Ministério do Trabalho, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná, (Fetaep), Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e dois representantes de municípios sede de usinas, indicados pela associações dos municípios do Norte, Norte Pioneiro, Noroeste e Entre Rios do Paraná (Amunop, Amunorpi, Amunpar e Amerios).
Romanelli informou ainda que o grupo de trabalho será coordenado pela Secretaria Estadual do Trabalho e Economia Solidária e seus membros nomeados pelo governador Beto Richa. De acordo com o secretário, o grupo terá 120 dias para levantar propostas que garantam a manutenção dos trabalhadores que vão ficar desempregados. ''O governador Beto Richa quer uma solução rápida e definitiva para tranquilizar mais de 50 mil trabalhadores no corte de cana no Estado'', destaca.
Para minimizar a situação dos trabalhadores que foram demitidos em várias regiões do Paraná, a secretaria já vem desenvolvendo algumas ações voltadas a esse público, como o aumento na oferta de cursos profissionalizantes. Em Bandeirantes, cinco cursos, com 85 vagas estão sendo promovidos pela Agencia do Trabalhador e outros dois devem começar na próxima semana.

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