Geração de energia terá aumento de 70%
Figueira - A modernização da usina termelétrica de Figueira vai aumentar em 70% a capacidade de geração de energia da usina, que passará de 10,3 megawatts (MW) para 17,7 MW de potência, capacidade suficiente para abastecer uma cidade com aproximadamente 90 mil habitantes. A previsão é que as obras sejam iniciadas em novembro e concluídas em 2016, informa o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer. A usina continuará funcionando normalmente durante a reforma.
O contrato para as obras foi assinado dia primeiro deste mês pelo presidente da Copel Geração e Transmissão S.A., Sérgio Lamy, e a empresa Uni Systems do Brasil Ltda, com a presença do prefeito de Figueira, Valdir Garcia. O investimento é de R$ 106 milhões. Segundo Lamy, o retorno para a Copel só deve acontecer quando terminar o prazo que a empresa tem para a exploração da usina, que vai até 2029.
Em 50 anos de existência, esta é a primeira vez que a usina de Figueira passará por uma mudança no processo de produção de energia. As duas caldeiras atuais serão substituídas por uma nova que permite aumentar o rendimento da usina com redução de gases e partículas resultantes da queima de carvão. A estrutura física do prédio também passará por uma completa reforma.
Em 1977, a operação e a manutenção da usina foram terceirizadas, funções que podem ser reassumidas pela Copel após a conclusão das obras.
A potência instalada na termelétrica de Figueira é de 20 megawatts, mas a garantia física que a usina pode comercializar é de 10,3 megawatts. Com a modernização, a potência continua a mesma, só a capacidade de geração é que aumenta para 17,7 megawatts.
Segundo o presidente da Copel Geração e Transmissão, a modernização vai permitir o aumento da potência com a mesma quantidade consumida de carvão mineral que é de 6,5 mil toneladas por mês. (E.A.)





