GED conta com apoio da comunidade
Os trabalhos do GED, de Ibaiti, são coordenados por Edilberto de Freitas e, assim como a Associação Pré-Direito, também prepara alunos para o vestibular com aulas ministradas por voluntários (formados ou acadêmicos). Segundo Freitas, cerca de 45% dos alunos que frequentaram o GED conseguiram ingressar em faculdades públicas, o que faz com que organizadores e colaboradores desejem dar continuidade aos trabalhos.
Segundo Freitas, o GED recebe apoio da comunidade para manter o projeto em andamento. A paróquia local contribui cedendo um espaço para as aulas. Quanto aos alunos, os que podem pagam uma taxa de manutenção, que varia de R$ 1,00 a a R$ 25,00. Porém, a taxa não é obrigatória. ''A taxa varia de acordo com a possibilidade de cada um'', diz Freitas.
Conforme o coordenador, existe ainda uma grande diferença entre o nível de ensino dos cursinhos pagos e os gratuitos. No entanto, os acadêmicos e voluntários estão procurando novas possibilidades a todo instante com o objetivo de melhorar as condições de ensino.
Uma das voluntárias do GED, Luciane Andréa Garcia, que ministra aulas de biologia, diz que é extremamente importante a entrada de um aluno do cursinho em faculdades públicas. Ela declarou que os professores procuram fazer o máximo para que os alunos tenham chances de passar no vestibular, o que vem resultando em várias conquistas.
José Aparecido da Silva é um dos alunos do GED. Segundo ele, as atividades elaboradas no cursinho têm ajudado muito as pessoas que não têm condições de pagar cursos particulares. Ele deve prestar vestibular em janeiro, na Faculdade Estadual de Cornélio Procópio. ''Estou bastante confiante e espero que obtenha êxito'', disse entusiasmado.
A única queixa de Silva diz respeito à falta de apoio de entidades a projetos como este. Para ele, os organizadores fazem grandes esforços e que, por isso, esse tipo de iniciativa deveria ser mais difundida e valorizada. (A.P.M.)





