Futuro da Rota depende de infraestrutura
O padre Celso Miqueli, coordenador eclesiástico do projeto Rota do Rosário e pároco da Paróquia São João Batista, em Arapoti, aponta que o futuro do circuito turístico religioso depende da implantação da infraestrutura como a sinalização dos espaços turísticos.
"Atualmente as coisas acontecem no quadrado de mineiro. As pessoas dizem que o santuário é ali. Para mim esse 'ali' é longe e para outra pessoa pode ser perto. É preciso que haja conscientização dos poderes e dos conselhos de turismo dos municípios para ter os equipamentos necessários. Enquanto padre, a gente fará a nossa parte, mas não tenho como ficar no altar e ficar nas rédeas do cavalo conduzindo os turistas", destaca.
Miqueli ressalta que "cada pessoa qualificada e competente deve fazer a parte que lhe cabe". "Não vamos deixar de fazer as missas e de abençoar. E o povo que chegar vai se importar com a qualidade das estradas, da pousada, da gastronomia. As lojas estão vendo possibilidade de acolher e não explorar quem chega. Todo mundo tem que ter esse olhar de associativismo, com uma economia mais acessível e compartilhada", ressalta.
Ele explica que esses medidas farão com que os turistas indiquem o passeio para outras pessoas. "De nossa parte cabe prestar serviço e esperar que as entidades vejam a Rota do Rosário como oportunidade de desenvolvimento regional. Tem gente que vai a Bandeirantes e fica em Andirá. Temos evento em Bandeirantes e utilizamos a rede hoteleira de Cornélio Procópio. É preciso que as empresas hoteleiras abram os olhos para esse potencial", alerta.(V.O.)





