Fundador tinha vocação para o café
O distrito judiciário com sede no Patrimônio do Café, então no município de Tomazina, foi instalado em 15 de julho de 1923 e dali transferido para Barra Bonita em 2 de abril de 1927. Em 1943 mudou-se o nome para Ibaiti (''água-da-pedra''), e o município seria criado em 11 de outubro de 1947.
Atualmente, no abandonado cemitério do Patrimônio do Café restam alguns túmulos em ruínas e vestígios de outros, talvez menos de 20 no total. O mais antigo pertence a Gustavo P. de Camargo, nascido em 15 de setembro de 1900 e que morreu em 25 de setembro de 1921. Sem as datas de nascimento, Celuta de Oliveira faleceu em 12.9.1933; Teóphilo de Quadros, em 11.8.1935; e Alexandre Carneiro Sales, 15.3.1941.
O Patrimônio teve a origem ''por volta de 1900'' ou nos ''primeiros anos do século 20'', em 75 alqueires ''doados a Nossa Senhora Aparecida e ao Divino Espírito Santo'' - ou seja, à futura paróquia - pelo coronel Luiz Pinheiro de Mello, que morreu aos 60 anos de idade, em 15 de julho de 1911.
Mas não está entre os que receberam sepultura no Patrimônio, porque morreu na ''Fazenda Cafezal'', em Jaguariaíva, sabe-se pelo livro ''Árduos Caminhos'', de sua neta Guida Maria de Menezes Deliberador, editado em 2011, centenário da morte do avô. Por parte de mãe, ele descendia do coronel Luciano Carneiro Lobo, numa família de posses e ''gerações (à) concentradas na região compreendida entre Castro e Jaguariaíva, no Paraná, e Itapeva e Itararé, no Estado de São Paulo, uma área praticamente contínua'', segundo fonte citada no livro.
Supõe-se que ela tenha instalado a primeira máquina beneficiadora no Paraná, em 1906. (W.S.)





