O engenheiro agrônomo Ciro Daniel Marcolini, da Emater, afirma que a laranja de mesa é uma boa alternativa de renda para os pequenos produtores. Como as áreas de cultivo são menores, entre 6 e 12 hectares na maioria das propriedades, os citricultores conseguem cuidar melhor de seus pomares, valorizando o produto na hora da comercialização. Além dos cuidados com pragas e doenças, a aparência da fruta é requisito essencial para que a laranja chegue mais valorizada a seu destino.
A cooperativa treinou um funcionário que cuida do monitoramento das lavouras de todos os associados. ''O inspetor de pragas verifica constantemente o nível de infestação dos pomares e orienta o produtor para a aplicação de defensivos apenas quando o índice representa danos econômicos'', explica Heriberto Bezerra de Melo, presidente da Nova Citrus. O produtor paga o serviço, mas o custo é coberto pela tranquilidade garantida ao citricultor.
Todo o procedimento é anotado e, nos casos da necessidade de aplicação de venenos, os produtos indicados são os mais seletivos e autorizados pelo Estado. ''A colheita da laranja só ocorre após vencer o período de carência'', garante Melo. ''Com o selo CFO (Certificado Fitossanitário de Origem), o produto é identificado em qualquer lugar onde esteja'', informa ele alertando para a necessidade de respeito às regras de produção. A cooperativa está se adequando também às normas do programa de produção integrada do Ministério da Agricultura. O selo do programa permitirá ampliar a área de comercialização das frutas.
A cooperativa, como destaca o presidente, não quer apenas aumentar a produção, mas manter a qualidade do produto, que é a principal diferença da laranja destinada ao setor industrial. Entre as adequações para conquistar novos mercados, os produtores estão cuidando ainda da preservação de matas ciliares, mais atenção ao manejo da lavoura e até a construção de banheiros para os trabalhadores. (E.A./Colaborou Célia Guerra)

mockup