Freis querem ficar na Paróquia
O pároco Frei Daniel Heinzen afirma que a vontade dos freis é de permanecer na cidade, mas devem obedecer as decisões do Bispo. Ele destaca que, durante o período em que permaneceram na comunidade, os capuchinhos sempre zelaram pelo patrimônio material que é da Diocese, e, também, ''com muita responsabilidade, o patrimônio espiritual que são os leigos''.
Em carta aberta dirigida aos paroquianos, o Frei Clemente Vendramim chama a atenção para o ''Pacta sunt servanda'': ''Os tratados devem ser respeitados''. Ele destaca que o episódio é um axioma do direito romano, ainda válido, porque reflete o respeito que partes contratantes devem manter entre si. ''Uma Diocese quando confia uma paróquia a uma Ordem ou Congregação religiosa, também o faz traçando um 'contrato', que define determinado tempo de duração da permanência da paróquia contratada aos religiosos'', diz o texto.
O religioso lembra, entretanto, que antes de uma ruptura, por motivos de algum procedimento dos religiosos que não se compatibilize com a Pastoral diocesana, o bispo deveria chamar à ordem o religioso em questão e no caso de reincidência, avisar o Superior que o tal religioso não é mais aceito na Diocese. ''O que não está de acordo com o espírito cristão, religioso e canônico, é que uma das partes, sem mais nem menos rompa o contrato não querendo mais renová-lo quando vence, sem que se tenham verificado os itens acenados. Afinal, os religiosos sacerdotes que trabalham numa diocese também fazem parte do presbitério diocesano, também são pastores de almas'', cita o frei no comunicado.
''Ainda há tempo para uma conciliação caridosa dos interesses da Diocese, dos freis e principalmente do povo. Confio muito nessa conciliação'', concluiu Frei Clemente Vendramim em seu texto.
Hoje, a partir das 20 horas, está marcado um terço na Matriz de Santo Antônio de Pádua, quando, mais uma vez, será pedida clemência para Dom Antonio Braz Benevente, na expectativa de que ele reveja sua postura. (M.A.C.)





