Filho quer espaço para exposição permanente
Santo Antônio da Platina O fotógrafo e professor de Artes, Paulo Tanko, de 65 anos, filho de José Tanko, comemorou que "enfim" as fotos estão ganhando o devido cuidado que merecem. Ele espera que o projeto seja realmente concluído e reivindica a criação de um espaço para exposição permanente. "Fiquei muito chateado, pois quando fiz a doação, a instituição prometeu fazer um espaço para exposição. Quase vinte anos depois repassaram para a prefeitura sem fazer nada", criticou.
José Tanko nasceu em 1915, no antigo Império Austro-Húngaro, na parcela que corresponde hoje à Romênia. Mudou-se para o Brasil ainda jovem e se estabeleceu em Ourinhos (SP). Chegou em Santo Antônio da Platina no Carnaval de 1942, quando ficou sabendo da morte do fotógrafo local. "Chegou a notícia que a cidade precisava de um profissional e meu pai não pensou duas vezes. A partir de então foram 50 anos de amor a esta cidade", contou.
No mesmo dia em que chegou na cidade, fez a primeira foto do acervo: o desfile do ano. Nas décadas seguintes foram muitos eventos importantes que estão documentados por ele, como a inauguração das torres da Igreja Matriz, posses de prefeitos, casamentos, funerais. "Por isso a importância de este acervo ganhar um espaço próprio. Não é da família Tanko, mas de Santo Antônio da Platina. Está tudo ali", destacou. (C.F.)





