Feira muda a rotina de moradores em Assaí
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terça-feira, 24 de junho de 2014
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Assaí - Uma pequena feira de artesãos e produtores rurais no centro de Assaí está mudando os hábitos dos moradores locais e contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos próprios feirantes. A feira, que surgiu com a intenção de valorizar a produção local e fixar o homem ao campo, é realizada toda quarta-feira, das 7 às 19 horas, na avenida principal da cidade, em frente à igreja matriz.
Uma das barracas reúne cerca de 10 pessoas, com produtos e origens diferentes, mas que se consideram da mesma família. O casal Jacinto e Helena Iwata se orgulha em trazer para a feira as frutas e legumes que a família produz na propriedade distante 20 quilômetros da cidade. Um exemplo é a uva rubi, que foi classificada recentemente em primeiro lugar em uma exposição agrícola nas categorias cor, sabor e tamanho.
Para o produtor, mais do que vender suas frutas e legumes, a feira representa uma oportunidade de deixar a vida no campo pelo menos um dia na semana para conviver com outras pessoas e mudar a rotina que considera "estressante".
A dona Helena, por sua vez, garante que as mercadorias da feira estão sempre mais em conta do que nos supermercados, pois fazem uma pesquisa para acompanhar os preços.
A doceira Daniela Rezende mora no centro de Assaí e compartilha o mesmo espaço com a família Iwata. Além das vendas nos dias de feira, ela contabiliza aumento nos pedidos de doces desde que começou a trabalhar na feira há seis meses. "A feira mudou completamente a minha vida; aqui somos uma grande família e um ajuda o outro", justifica.
A feira reúne também algumas pessoas que produzem artesanatos. Entre elas está a artesã Aparecida Zotelli, que mostra seus panos de prato e bordados, entre outros produtos, expostos em um pequeno espaço. Ela diz que, além der fazer o que gosta, a feira representa uma nova oportunidade para comercializar o que produz.
A professora Vera Tsuda aproveita as caminhadas matinais para passar pela feira no caminho de volta para casa. Ela destaca a diversidade e a qualidade dos produtos. "Tudo é fresquinho e bem melhor que os produtos dos supermercados", compara.
A comerciante Dirce Miquelini Vieira mora em um bairro um pouco afastado do centro e sempre que precisa busca mercadorias na feira. Ela agora está empenhada em levar a experiência para mais perto de sua residência. "São vários bairros próximos com um bom fluxo de pessoas e ficaria mais fácil para as donas de casa que não têm como vir ao centro da cidade", argumenta.
VITRINE
A feira está servindo de vitrine para a Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon), implantada recentemente, mas que ainda é pouco conhecida da população. O responsável pelo órgão, Antenor Henrique Monteiro Neto, fica de plantão no local para esclarecer as dúvidas dos consumidores e atender eventuais queixas. A principal reclamação, segundo ele, é com a prestação do serviço de telefone celular porque apenas uma operadora trabalha na cidade.


