Feira do Café deverá reunir 70 mil pessoas
Fescafé, que acontece em Ribeirão Claro de 4 a 7 de julho, busca integrar a agropecuária com a história do Norte Pioneiro
Benedito Teles
Equipe da Folha
Ribeirão Claro A Prefeitura de Ribeirão Claro realiza de 4 a 7 de julho a Fescafé-Expo (Feira do Café, Indústria, Comércio e Pecuária). Em sua 6ª edição, o evento promove o desenvolvimento técnico da agropecuária e divulga os aspectos turísticos e culturais da região. Serão apresentados durante a feira 10 shows artísticos. O público total estimado é de 70 mil pessoas, uma média de 17,5 mil pessoas por dia. No setor agropecuário serão realizados o 7º Encontro do Café (dia 4), e o 3º Encontro da Pecuária (dia 5).
Cerca de 90 expositores do setor pecuário, de equipamentos, insumos, produtos e serviços participarão do evento. A novidade, em relação à última edição, é a ampliação do Centro de Eventos. A administração municipal investiu cerca de R$ 1 milhão na pavimentação do acesso ao local e na construção de um galpão para exposição de gado com 200 metros quadrados e de um espaço para a realização de leilões com 450 metros quadrados.
Os recursos também devem ser destinados à construção da Casa do Cafeicultor. O galpão com 300 metros quadrados vai abrigar uma máquina para beneficiar café. O equipamento faz parte do programa de atendimento ao pequeno produtor.
Os recursos para a construção das obras foram destinados pelos governos federal e estadual. As obras da avenida, com duas vias, serão executadas pela empreiteira Castilho, de Curitiba, com recursos da compensação financeira da empresa Ourinhos Energia S/A devido o alagamento de áreas do município para a construção da hidrelétrica de Ourinhos.
O prefeito de Ribeirão Claro, Mário Pereira (PSDB), disse que a Fescafé funciona como uma vitrine para o município. Ele disse que o setor de turismo foi ampliado depois da implantação da feira. Obtivemos um incremento no setor de hotelaria com a divulgação de nossos pontos turísticos e do potencial de nosso município, disse. A feira, segundo ele, permite a divulgação das indústrias e da produção do município. A área do centro de eventos é de 12,28 hectares e o estacionamento tem capacidade para 3,5 mil veículos.
Pereira também informou que setores como o moveleiro, responsável pela geração de 100 empregos em 12 pequenas empresas, obteve um local para exposição dos produtos fabricados sob encomenda. Ele também ressaltou que a feira permite aos empresários da agropecuária, além de expor seus produtos, discutir os aperfeiçoamentos tecnológicos do setor. A Fescafé está orçada em R$ 150 mil, mas parcela dos recursos deverão ser recuperados durante o evento.
O laboratório de Degustação e Classificação de Café, instalado na sede do Sindicato Rural de Ribeirão Claro, também será transferido para o Centro de Eventos. O objetivo é oferecer um alternativa para os agricultores. A engenheira agrônoma Denise Rizzo da Emater informou que os cafeicultores podem trazer amostras do café produzido em suas propriedades para uma análise gratuita do laboratório. A análise demonstra o tipo de bebida produzido e permite que os técnicos orientem os agricultores para o aperfeiçoamento do produto.
No setor cultural serão realizadas exposições de fotos do município e a criação do Museu do Café. O acervo do museus reúne objetos, peças e documentos relacionados ao ciclo da cafeicultura no período de colonização do Norte Pioneiro. Segundo os coordenadores do setor a cultura do café permitiu a colonização do norte pioneiro e promoveu a fundação das cidades. A Fescafé também terá espaços para a divulgação da produção de peças de artesanato contemporâneas. Os artistas utilizam a pintura em móveis antigos e esculturas em madeiras e peças de ferro forjado.





