Santa Mariana - A família Bassi, que há 30 anos trabalha na produção de uma cachaça artesanal em Santa Mariana, está investindo agora para ampliar o mercado de seu produto. Atualmente, o comércio da caninha se restringe a algumas cidades da região e aos clientes que buscam a cachaça diretamente no alambique, que fica às margens da BR 369, no km 73. Com a expansão dos negócios, a família pretende conquistar os mercados das principais cidades do Paraná e do interior de São Paulo.
A história da Caninha começou em 1982 quando um parente que produzia cachaça artesanal no interior de São Paulo sugeriu ao pai do agricultor Orlando Bassi que montasse um alambique no Norte do Paraná por perceber que havia mercado para um produto diferenciado.
Hoje, o empresário conta com ajuda de uma filha e do genro, cada um com tarefas bem distintas. Bassi cuida da parte da produção, desde o cultivo da cana de açúcar; a filha Viviane, que é engenheira agrônoma assumiu a parte técnica e é encarregada de montar o local para o envase da cachaça, enquanto o marido dela, Evandro Eto, ficou responsável em buscar novos mercados.
É bem provável que o sucesso do empreendimento esteja na simplicidade de todas as etapas. A família tem o controle de toda a cadeia de produção, a começar pela matéria prima. A cana de açúcar é cultivada ao lado do alambique em uma área de apenas 1,5 alqueire. A colheita da cana acontece entre os meses de junho e outubro e a produção da cachaça se limita apenas a quatro meses do ano. A cana é suficiente para produzir entre 32 a 35 mil litros de cachaça por ano, o que dá uma média de 8 a 9 mil litros em cada um dos quatro meses de funcionamento do alambique.
Eto, que é administrador de empresas, pretende colocar a caninha em bares, restaurantes e cachaçarias de alto padrão. Ele diz que, apesar da expansão do mercado, a cachaça continuará sendo produzida de forma artesanal. Para ele, esta é a principal diferença em comparação com um produto similar fabricado em larga escala. ''A gente produz uma cachaça de melhor qualidade, com um produto mais refinado e mais requintado, exatamente por ser feita de maneira artesanal, enquanto na produção em larga escala, a fermentação é induzida para apressar a destilação'', afirma.
Independente de conquistar novos mercados, o produtor Orlando Bassi comemora o resultado do empreendimento que, segundo ele, rende mais que outras culturas tradicionais. ''A terra é pouca, mas o lucro é bom, bem melhor que a soja, por exemplo'', compara.
Bassi garante que a caninha já foi experimentada e aprovada em vários países por pessoas que levam algumas garrafas de presente para amigos ou para consumo próprio.

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