Em um ano, Cornélio Procópio passou a ter 1.171 veículos a mais circulando em suas ruas. De acordo com dados do Detran do Paraná, em fevereiro de 2011 eram 24.997 automóveis emplacados na cidade. Em fevereiro deste ano o cadastro do órgão regulador do trânsito no Estado mostra que já são 26.168 - crescimento de 4,5% -, entre carros de passeio (14.003), motocicletas (7.282), caminhões, tratores e outros automotores emplacados no município.

Os dados apontam que há um habitante para cada 0,55 veículo em Cornélio Procópio e põe a cidade na liderança do ranking de ''habitantes motorizados'' do Norte Pioneiro.Para efeito de comparação, Londrina tem, para cada habitante, 0,60 automóvel.

Fazendo uma média de todos os 46 municípios da região, chega-se ao número de 0,42 automóvel por habitante. Índice que cresce em várias cidades do Norte Pioneiro, enquanto as políticas municipais só agora começam a tomar forma.

Cornélio Procópio, que já mostra tráfego com certo congestionamento nos horários de pico, ainda não tem um departamento municipal para cuidar do trânsito, na contramão do que determina o Código de Trânsito Brasileiro, de 1997, o qual atribui competências como fiscalização, planejamento e sinalização aos municípios. No cadastro oficial do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), nenhum município do Norte Pioneiro aparece na lista de cidades com trânsito municipalizado.

O chefe da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) em Cornélio Procópio, Luiz Alberto Dib Canônico, admite que o trânsito ''precisa de uma reformulação total na cidade''. ''Aos finais de semana, por ser uma cidade-polo e atrair pessoas de outros municípios, fica quase impossível circular de carro pela região central'', destaca.

Atualmente não há plano viário e até o Conselho Municipal de Trânsito não está atuando, segundo Canônico. Mas ele comenta que a municipalização está sendo implantada e vai facilitar a vida do motorista procopense. ''Hoje quem é multado na cidade tem que recorrer em Curitiba, pois não há Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) no município. Com a prefeitura assumindo, teremos nossa Jari'', comenta.

Leia mais na reportagem exclusiva de Wilhan Santin

Leia também:
Em Jundiaí do Sul tranquilidade total
Em Quatiguá problema é falta de cinto de segurança

mockup