Faltam melhores condições de trabalho
A recicladora Tatiane Xavier dos Santos de Jesus trabalha há três anos na Associação dos Catadores de Cornélio Procópio (Acecop). Ela reclama que as condições de trabalho não são ideais. ''O cheiro é ruim, as luvas não são adequadas e às vezes, quando as máquinas quebram, não tem nem como entrar para separar o lixo'', diz. ''Mas esse é o único serviço que a gente tem. Temos que nos acostumar e ficar, só assim conseguimos sobreviver'', resigna-se. Tatiane reclama ainda que a maioria dos empregos pede formação escolar e cursos de aperfeiçoamento profissional. ''Eu estudei só o primeiro ano do ensino fundamental. Trabalho o dia todo aqui, depois ainda tenho que cuidar da casa e dos filhos, acha que tenho pique para estudar?'' Ela reclama ainda que há preconceito da sociedade por sua experiência profissional. ''Já cansei de entregar currículo, mas sem resposta'', desabafa.
Patrícia de Paula também afirma que está na reciclagem há dois anos por não conseguir outro serviço. ''Ninguém chama para trabalhar. A cidade é pequena e quase todo mundo sabe que trabalhamos com o lixão. A prefeitura deveria capacitar a gente para outra atividade ou pelo menos garantir melhores condições de trabalho'', reivindica. ''Tenho um filho e o dinheiro do mês é para pagar o aluguel ou para fazer a compra do mês. Esta é a minha vida'', lamenta. (K.A.)





