Santo Antônio da Platina - Um relatório elaborado por uma comissão formada por representantes de quatro municípios aponta falta de planejamento na administração do Hospital Regional do Norte Pioneiro (HRNP), em Santo Antônio da Platina. O documento revela baixa produtividade nos procedimentos e considera reduzida também a taxa de ocupação de leitos. A constatação foi apresentada recentemente aos prefeitos que compõem a Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), na sede da entidade, também em Santo Antônio da Platina .

O HRNP, como mostra o relatório, acumula um déficit mensal de R$ 55 mil há pelo menos dois anos. A receita média da casa de saúde é de R$ 597 mil, mas as despesas com folha de pagamento, material de consumo e outros serviços totalizam R$ 653 mil. O documento também revela que o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisnorpi) apresenta o mesmo problema de gestão. Com receita mensal de R$ 601 mil, o consórcio arrecada apenas R$ 524 mil, o que proporciona um acúmulo deficitário de R$ 77 mil por mês.

Ainda conforme o documento, a baixa produtividade nos procedimentos e na taxa de ocupação dos leitos da unidade refletem diretamente no custo operacional da casa de saúde, tornado-o elevado. A cada mês o hospital autoriza a internação de 150 pacientes (AIHs), quando o teto da unidade é de 230 leitos. O problema, segundo o novo presidente do Cisnorpi, o prefeito de Tomazina, Guilherme Cury Saliba Costa, vinha ocorrendo por deficiência administrativa, e a funcionária responsável foi demitida.

Para complicar ainda mais o quadro, o Cisnorpi convive com a inadimplência de municípios que deveriam fazer repasses ao Hospital Regional, além de uma série de reivindicações dos funcionários da unidade que ameaçam entrar em greve. Se atendidas todas as reivindicações, como vale-alimentação e o pagamento ainda este ano do reajuste salarial de acordo com a inflação, as contas do consórcio permanecerão comprometidas.

No final de março, os médicos do Hospital Regional do Norte Pioneiro paralisaram os atendimentos por falta de pagamento de honorários e a necessidade de manutenções nas instalações da unidade. A greve teve duração de três dias e foi encerrada com a confirmação de depósitos na conta do Cisnorpi efetuados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Uma semana depois foi a vez dos funcionários do HR cruzarem os braços. No entanto, o Cisnorpi e o sindicato da categoria negociaram as exigências e a paralisação foi suspensa.

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