Os moradores da Vila Guai, bairro localizado a 18 quilômetros de Ibaiti, estão há aproximadamente um ano aguardando a ampliação do sistema de telefonia. As cerca de 30 famílias do local utilizam apenas uma linha telefônica, dividida por meio de um sistema de ramal. A falta de linhas disponíveis compromete a utilização dos serviços de assistência médica e policial, além de dificultar a resolução de problemas corriqueiros. Apesar da deficiência dos serviços, a população continua pagando a tarifa de R$ 23,38, cobrada pela Telepar Brasil Telecom.
A dona de casa Lesi de Jesus Silva Braz afirma que há uma grande dificuldade para completar ligações ou mesmo recebê-las. Segundo ela, se o usuário precisar resolver algum problema com urgência acaba não podendo contar com o telefone. ‘‘Já reclamamos para a Telepar. A empresa continua cobrando a tarifa pela utilização dos serviços, porém, nada resolve’’, lamenta Lesi, que frequentemente presica entrar em contato com familiares que moram longe.
O policial militar Arildo Vieira, morador no bairro há 15 anos, afirma que no final de fevereiro a comunidade ficou durante três dias sem nenhuma comunicação, o que forçou os usuários a recorreram a telefones públicos no centro de Ibaiti. Segundo Vieira, a Telepar disponibilizou para o local apenas uma linha telefônica e a dividiu em 30 ramais. ‘‘As pessoas precisam fazer ligações urgentes e não conseguem. Esse problema vem dificultando a vida de todos nós. Eu preciso me comunicar com a corporação pelo rádio, porém, na maioria das vezes acabo me locomovendo até lá porque não consigo nenhum contato’’, declara.
Os técnicos da Telepar Brasil Telecom informam que a empresa fechou o ano de 2001 atendendo, com acesso telefônico individual, todas as localidades com população de mil habitantes e que devem ser atendidas, até o final de 2003 populações entre 600 e mil habitantes e até o final de 2005 populações entre 300 e 600 habitantes. A empresa informou ainda que está sensível às necessidades da comunidade e tem procurado atendê-la.

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