A cidade de Bandeirantes precisa ao menos dobrar o número de árvores plantadas na área central e trocar boa parte da arborização existente para deixar de ser uma ''ilha de calor''. A conclusão é de um estudo elaborado por alunos do curso de Biologia da Universidade Estadual Norte do Paraná (Uenp), sob a coordenação do professor Cristiano Medri.
A falta de árvores no perímetro urbano é algo que chama muito a atenção de quem passa por Bandeirantes. Há quarteirões inteiros no centro sem nenhuma árvore. Esta situação faz aumentar a temperatura local, especialmente no verão, quando varia entre 22 a 28 graus. O professor calcula que a falta de árvore aumente em pelo menos 5 ou 6 graus a temperatura na cidade.
O diagnóstico elaborado pelos estudantes da Uenp tem por objetivo levantar a quantidade de árvores na cidade, quais as espécies, identificar as árvores com problemas, quais estão condenadas, quais são sadias e quais estão em locais inadequados.
De acordo com o estudo, existem 1,1 mil árvores plantadas nos 51 quarteirões da área central, quando seriam necessárias 1,2 mil a mais na mesma área. Outro problema identificado é que a metade das árvores existentes é da mesma espécie, o ligustro, de origem asiática. Segundo o professor, não pode haver mais de 20% de apenas uma espécie na arborização urbana.
O professor diz que se deve dar preferência às espécies nativas, que se interagem melhor com a fauna, atraindo mais pássaros e melhorando a qualidade do ar. ''Sob diversos aspectos é importante uma arborização adequada porque ela vai resultar em um melhor conforto das pessoas, haverá mais sombra e os pássaros voltarão para a cidade'', justifica.

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