Jataizinho - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Paraná, mais conhecida como CPI do Pedágio, que investiga possíveis irregularidades nos contratos de concessão de rodovias paranaenses, apurou também os motivos da diferença entre os valores cobrados no Estado. E a explicação está nos contratos feitos com as concessionárias.
Na BR-376, entre Curitiba e a divisa com Santa Catarina, a concessão é federal e a cobrança é do tipo de pedágio de manutenção, enquanto na BR-369, no Norte Pioneiro, a concessão é estadual e faz parte do Anel de Integração implantado pelo então governador Jaime Lerner, que prevê uma série de melhorias na rodovia.
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) informa que o contrato de concessão do pedágio na BR-369 prevê a duplicação da rodovia somente em 2021 e apenas no trecho entre Jataizinho e Cornélio Procópio. Há alguns meses, a concessionária deu início a implantação da terceira faixa em alguns quilômetros daquele trecho.
A CPI espera que haja revisão dos atuais contratos para evitar as distorções de valores. O trabalho da comissão deve terminar no começo de março. (E.A.)

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