Cornélio Procópio - O ano de 2016 será marcante para Dirceu Funari e Pedro Matias, dois ex-atletas do Comercial que ainda residem em Cornélio Procópio. Há 55 anos, eles participaram da grande conquista do futebol procopense, quando o antigo Esporte Clube Comercial, time que representava a cidade, foi campeão estadual em 1961.
O lendário lateral esquerda, Pedro Matias, de 83 anos, que é natural de São Carlos (SP), chegou à cidade em 1957, como reforço para o Comercial, após jogar pelo Palmital. "O time procopense tinha amargado uma grande derrota em jogo amistoso contra o Palmeiras. Foi uma goleada de sete gols, que resultou na busca de novos jogadores", lembra. Ele também ajudou a conquistar o Campeonato do Norte do Paraná, em 1958, sendo titular absoluto da equipe.
Entre as boas lembranças, Matias orgulha-se do título de Jogador Mais Regular da competição de 1961, por conta de sua constante boa participação nos jogos. Apesar da profissão de jogador ser glamorosa, o veterano lembra que os jogadores passaram dificuldades. "Certa vez, um dos atletas do Comercial, literalmente, soltou rojões quando o salário foi pago, depois de três meses de atraso", recorda.
Pedro Matias jamais deixou Cornélio Procópio, onde trabalhou como comerciante, se casou com Elizete Carbonieri Matias e teve filhos. Hoje leva uma vida pacata, curtindo os netos e praticando suas caminhadas até a Catedral, para a missa aos domingos.
Já Dirceu Funari, de 84, era o capitão do Comercial. Natural de Assis, jogou pelo Palmeiras e Ponte Preta. Foi contratado em 1957 pelo Comercial, e também participou das grandes conquistas. Além de jogador, trabalhava como bancário, e foi grande incentivador do futebol da cidade após aposentar a chuteira. Casou-se em Cornélio e abriu uma empresa de extintores.
O filho de Funari, Dirceu Funari Júnior, é um dos proprietários do bar Charlles Muller, em Cornélio Procópio, que abriga hoje a taça do Campeonato Paranaense de Futebol de 1961, a camisa que o pai usou na competição, bem como a bola do jogo da vitória e a chuteira.
Outro jogador da conquista de 1961 que passou a vida em Cornélio foi o zagueiro Vitor Gedeminas, o Vitão. Natural da capital paulista, ele morreu aos 79 anos na cidade que o adotou como ídolo, em 2012. Após se aposentar do futebol, trabalhou como comerciante na cidade, casou-se e teve dois filhos. (R.P.)

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