As olarias de Triolândia não estão afastadas do ''mundo civilizado'' apenas pela localização ou condições das estradas, mas também pela falta de apoio para o desenvolvimento dos negócios. ''Aqui, nós estamos fora de mão para quase tudo e nunca chegou nada a respeito de cursos, treinamento, mas estamos abertos a novas ideias'', afirma o empresário Edson Pereira de Castro.
O consultor Odemir Capelo, do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Jacarezinho, diz que já ''ouviu falar'' do polo de produção de tijolos em Triolândia, mas reconhece que ''nenhum trabalho está sendo desenvolvido no local''.
Capelo diz que, apesar da concentração de várias empresas do mesmo segmento em uma localidade, não seria possível a formação de um Arranjo Produtivo Local (APL) de Cerâmica, por exemplo, porque são necessários outros requisitos se chegar a este objetivo. ''O Arranjo Produtivo Local tem uma configuração maior do que só um agrupamento de industrias; ele teria que completar um ciclo com a parte de comercialização, ter centro de tecnologia para que pudesse se desenvolver. O local pode até se tornar um APL futuramente, mas hoje não reúne estes pré-requisitos'', afirma o consultor. Segundo ele, a circuntância justifica mais a criação de uma associação.(E.A.)

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