Estado reconhece situação de emergência em oito cidades
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Luiz Guilherme Bannwart<br>Especial para a FOLHA 
Santo Antônio da Platina - A Coordenação Estadual de Proteção e Defesa Civil confirmou anteontem que o governo do Paraná homologou no Diário Oficial os decretos municipais que reconhecem situação de emergência em oito cidades do Norte Pioneiro em razão das chuvas que castigaram o Sul do País no início de janeiro.
Siqueira Campos, São José da Boa Vista, Wenceslau Braz, Santana do Itararé, Pinhalão, Ibaiti, Figueira e Salto do Itararé são os municípios da região aptos a obterem recursos do governo estadual e contratar serviços com dispensa de licitação para recuperar os danos causados pelas enchentes que ocorreram entre os dias 8 e 13 deste mês.
De acordo com o levantamento realizado pela FOLHA, Siqueira Campos é a cidade do Norte Pioneiro que mais contabilizou prejuízos em decorrência ao mau tempo. Conforme dados da prefeitura, os valores ultrapassaram os R$ 3 milhões e os maiores danos foram registrados na zona rural do município, principalmente no bairro Saltinho, onde parte de uma encosta desmoronou colocando em risco a vida de moradores, que foram orientados a deixar o local.
Em Wenceslau Braz, os prejuízos somaram mais de R$ 1,5 milhão e a localidade mais castigada pelas chuvas foi o quilômetro 250 da PR-092, onde o asfalto cedeu em uma das pistas em razão de infiltrações na malha viária que provocaram o desmoronamento de parte da estrutura. A rodovia foi interditada pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e, de acordo com informações do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), não há previsão para que o tráfego no trecho seja normalizado.
No km 90 da PR-218, entre Ribeirão do Pinhal e Nova Fátima, o DER precisou fazer um desvio em um terreno ao lado da pista para consertar um deslizamento de terra que abriu uma cratera no asfalto. O estrago foi registrado em julho de 2015, mas a situação se agravou com as chuvas do início do mês. O tráfego de veículos pesados continua interditado.
O órgão instalou um controlador de trânsito para organizar o tráfego, que só pode ser feito em um sentido por vez. Segundo o DER, o afundamento do asfalto aconteceu pois a canalização existente para dar escoamento à água de chuva é antiga e, em alguns locais, apresenta rachaduras e entupimentos. A empreiteira já trabalha na instalação das novas manilhas e no aterro para a recuperação da rodovia. A obra foi orçada em R$ 397 mil e deve ficar pronta em 30 dias. (Colaborou Celso Felizardo/Reportagem Local)


