Mesmo com um novo prédio, a Casa Familiar Rural de Sapopema ainda enfrenta dificuldades. Segundo a diretora, Patrícia de Souza, a escola é carente de profissionais, como monitores, pessoal para limpeza e manutenção. Os recursos também estão escassos. Os professores responsáveis pelas disciplinas da Base Nacional Comum Curricular são vinculados à Secretaria de Estado da Educação (Seed). Já os cinco funcionários da escola são contratados pela Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil (Arcafar Sul), que mantém convênio com a Seed. "Além de ser diferente a questão salarial, tem a questão dos atrasos nos salários. Há três meses não é pago nenhum salário", disse a diretora.
A Seed informou que os repasses deixaram de ser feitos à Arcafar Sul em razão de problemas com a documentação da entidade e que só serão restabelecidos quando a situação for regularizada.
"A gente tem muitos anos de atividade e muita militância. Acreditamos nessa educação diferenciada e isso é o que nos motiva a continuar", declarou Patrícia. "A manutenção da Casa Familiar Rural também depende da ajuda das famílias dos alunos. Para garantir as refeições dos alunos, cada um deles traz um pouco de alimentos e aqueles que podem, contribuem financeiramente", acrescentou Hélio Ferreira Couto, que dirigiu a instituição entre 2000 e fevereiro de 2016.
Amanhã, a Associação Padre Sasaki realiza uma festa em comemoração ao Dia do Trabalhador, com diversas atrações, como meio de angariar recursos para a manutenção da casa. (S.S.)

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